07/05/2020 às 15h36min - Atualizada em 07/05/2020 às 15h36min

Uso de máscaras

Elas saíram das clínicas médicas e dos hospitais e já dominam outros ambientes. As máscaras de proteção não são mais exclusividade de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Com o fantasma do coronavírus assombrando geral, transformaram-se também em artigos de uso popular. O exército dos mascarados está nas ruas.

Elas saíram das clínicas médicas e dos hospitais e já dominam outros ambientes. As máscaras de proteção não são mais exclusividade de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Com o fantasma do coronavírus assombrando geral, transformaram-se também em artigos de uso popular. O exército dos mascarados está nas ruas.

E ai de quem não aderir. Pode até ser multado. É o caso de Caratinga, que, assim como outras cidades, declarou o item como de uso obrigatório para todos que estiverem em lugar público. 

A reposta dos moradores de Caratinga às máscaras tem sido até boa. Com algumas ressalvas. Temos visto por aí gente usando máscara quando está a metros e metros de distância de qualquer ser vivente e retirando-a no momento em que passa a conversar com alguém. Como assim? Seria essa uma tática inteligente para se evitar o contágio? Não creio.

Nessa questão de máscaras, há quem seja muito criativo. Outro dia vi passar por mim, na rua, alguém usando o que parecia ser uma máscara feita de cartolina. Peraí: mas essa não é só para o carnaval não? Embora sempre possam retrucar: ruim com ela, pior sem ela. Talvez até tenham razão...  

E já ouviram falar na máscara comunitária? Há rumores de que pessoas na cidade estariam emprestando suas máscaras para outras, principalmente em momentos de aperto, quando o necessitado não pode abrir mão do equipamento, no caso, por exemplo, de precisar entrar em alguma agência bancária e estiver desprevenido naquela hora. Se isso está realmente ocorrendo, é o fim.

Alguns países orientais usam máscaras de proteção desde muito tempo. Um exemplo é o Japão. Ali, a utilização da máscara é cultural e pode explicar o índice menor de contaminação da população do país pelo coronavírus, em comparação com outros povos que não têm o mesmo hábito.

O uso de máscaras, além de ajudar no combate a esse que se tornou um dos mais perigosos inimigos de nossa saúde, pode, também, impedir que medidas mais radicais sejam tomadas pelas autoridades, como o fechamento total do comércio, por exemplo, o que seria uma tragédia para cidades como Caratinga, que tem nesse setor sua maior fonte de geração de emprego e renda.

Por isso, não há como escapar: máscaras, mesmo as de tecido, feitas com um mínimo de qualidade são, no momento, o que temos de mais fácil e barato para combater a propagação do coronavírus, ao lado da higiene constante das mãos e do distanciamento de corpos. Mas, como tudo na vida, há que se saber usar!
 
 
 
 
 
 
 
 
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