06/07/2020 às 09h01min - Atualizada em 06/07/2020 às 09h01min

O Coronavírus não vai parar. E o mundo também não pode.

O Coronavírus não vai parar. E o mundo também não pode.

O fim das ilusões. Muita gente já começou a cair “na real”: o coronavírus veio para ficar! Sabe aquelas duas semaninhas de isolamento que você, no início, achava suficientes para que esse agente do mal fosse embora? Foram se transformando em mais e mais semanas e acabaram desembocando em meses de espera angustiante e inútil. A verdade, fria como uma gota de álcool em gel, é que por mais que tentemos nos esconder, o coronavírus estará sempre à espreita, até que surja uma vacina eficiente para combatê-lo e que esteja pronta para uso, como nos ensinam os especialistas. Coisa para mais uns seis meses, no mínimo, segundo esses entendidos.

E, mesmo assim, é provável que todos os anos tenhamos que tomar a tal vacina, assim como acontece com a da gripe comum, pois os vírus em geral estão em constante mutação: a vacina que hoje protege, pode não proteger mais amanhã e deve ser renovada a cada temporada. Como o coronavírus não vem de outro planeta – sabe-se bem, sua origem é outra - deve seguir essa regra também.
Há quem defenda o isolamento total, que muitos acham chique chamar de lockdown, como solução para se evitar mais contaminações e mortes. A pergunta que não quer calar é: por quanto tempo? Seis, sete meses ou talvez até mais, até surgir o remédio abençoado? Ou até que nosso sistema de saúde esteja preparado para receber e tratar com eficiência um maior número de pacientes, como sempre foi o discurso? Três meses se passaram desde o agravamento da pandemia e esse sistema continua despreparado. Alguém acredita que algum dia estará mesmo pronto?

A paralisação total da sociedade por longo tempo é inviável, insustentável e insuportável, dos pontos de vista econômico, psicológico e emocional. Evitar aglomerações e festas fora de hora, usar máscara ao interagir com alguém, higienizar-se constantemente e parar com essa mania boba de bater pernas na rua à toa são atitudes que ajudam, sim, a salvar vidas. Mas não sufocar e não deixar morrer as atividades que geram emprego e renda para a população, também. Tudo é uma questão de saúde.
 
O coronavírus não vai parar. E o mundo também não pode.
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