14/08/2020 às 08h57min - Atualizada em 14/08/2020 às 08h57min

DIRETO DA REDAÇÃO BARES NA PANDEMIA

DIRETO DA REDAÇÃO

Não dá pra deixar a coisa em banho-maria. É preciso abrir logo o jogo quanto à situação dos donos de bares, lanchonetes, restaurantes e academias de ginástica de Caratinga. Como se tivesse sido atropelado por um caminhão, esse pessoal está sem rumo, ferido, tentando a todo custo dar sobrevida aos seus negócios. Muitos não têm conseguido.

A pandemia de coronavírus acertou em cheio essa classe. Por lidar com atividades que envolvem maior circulação de pessoas, quem dela faz parte é que mais está sofrendo restrições para atuar. No caso das academias, a situação ainda é mais tenebrosa: elas não podem sequer abrir. Na cidade, devido à queda do movimento, ou, até, à inexistência dele, estabelecimentos desses ramos vêm sendo fechados ou apequenados, gerando diminuição ou mesmo extinção da renda de muitas famílias. Famílias de empregadores e de empregados.

O sufoco pelo qual passam aqueles que atuam nesses setores –repetimos - de bares, lanchonetes, restaurantes e academias de ginástica de Caratinga – já dura cerca de quatro meses, desde que foram obrigados a seguir regras duras de conduta. Em se falando dos estabelecimentos que oferecem alimentos e bebidas, nos quais o cliente tem que chegar, pedir logo o que deseja e, para usarmos uma expressão bem popular, “rapar fora”, os transtornos gerados são quase insuportáveis, com queda brusca de rendimentos e lucros.   

Como já sustentei aqui mesmo neste espaço, anteriormente, merecem elogios os esforços da prefeitura em tentar equilibrar as medidas de proteção à nossa economia, não a asfixiando de todo, ao permitir que alguns de seus setores continuem funcionando, embora sob certas regras, com as ações de apoio à saúde da população contra o coronavírus, dentre as quais podemos destacar as que buscam melhorar o rastreio, o suporte hospitalar e o tratamento dos doentes da pandemia no município. Agora é preciso que nossas autoridades lancem os olhos para essa turma que ficou de fora da flexibilização econômica – de novo, donos de bares, lanchonetes, restaurantes e academias de ginástica locais, quase os únicos impedidos de tocar suas atividades de maneira mais produtiva.

Na maior parte do Brasil, praticamente todos os setores da economia estão reabrindo, de forma gradual. Não podemos ficar todos como que “embalsamados”, sem nada produzir, até que chegue a tão sonhada vacina contra o coronavírus, o que irá durar ainda longos meses. Os donos de bares, lanchonetes, restaurantes e academias de Caratinga merecem ter suas queixas ouvidas. Ouvidas e estudadas.      

E quase me esqueço: tem ainda os feirantes, outra categoria de trabalhadores castigada pelo bloqueio total de suas operações. Nossas lideranças estão sendo desafiadas a agir. Ninguém falou que seria fácil.
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