21/09/2020 às 14h07min - Atualizada em 21/09/2020 às 14h07min

Retirada de radares eletrônicos do trecho urbano da br-116

Retirada de radares eletrônicos do trecho urbano da br-116

Um aperto no coração foi sentido, tenho certeza, por muitos moradores que acompanharam a retirada, nos últimos dias, dos radares eletrônicos fixos que funcionavam ao longo do trecho urbano da BR-116 de Caratinga. As más línguas logo se puseram em ação, insinuando que os equipamentos seriam abolidos, dariam adeus, não voltariam mais. Alguns até apressaram-se em dizer que tudo seria obra do presidente Bolsonaro, pois este nunca escondeu ter um pé atrás em relação a essa modalidade de fiscalização, para ele, feita muito mais para arrecadar do que para prevenir acidentes.

Aos poucos a poeira foi baixando, e a informação correta chegou: os chamados redutores eletrônicos de velocidade haviam sido desmontados devido ao término do contrato do Dnit com a prestadora dos serviços, sendo necessária, agora, a elaboração de uma nova licitação. Mas, que nada será como antes, isso é verdade: já a partir de novembro, por força de resolução do Contran, Conselho Nacional do Trânsito, e a pedido do presidente, o uso dos radares nas estradas federais terá regras diferentes, a saber: não mais poderão ficar escondidos da visão dos condutores; só poderão ser instalados em vias onde houver sinalização indicando a velocidade máxima permitida; e a localização deles deverá constar nos sites dos órgãos de trânsito, para fácil consulta por parte de quem se interessar. Alguém aí percebe alguma extravagância ou desvario nas medidas? Eu, não.

Para além de qualquer discussão, parece pacífico que não podemos abrir mão, ainda, desse tipo de fiscalização. É que os motoristas “pés de chumbo” continuam “zanzando” pra lá e pra cá, em grande número, em nosso país. Para conter essa gente, que teima em não se educar, só mesmo ações de contenção mais duras, desde que feitas de forma limpa e transparente, para que não sejam colocados, no mesmo balaio, os maus e os bons condutores. Caratinga, mesmo, é um exemplo: vejam como diminuíram as colisões, os atropelamentos, os ferimentos, as mortes no trecho local da BR-116 a partir da instalação desses equipamentos! Junto com os quebra-molas, outro mal necessário, eles têm, de fato, evitado tragédias.

Assim, nossos votos são de que o Dnit feche logo o contrato para colocar de volta, em ação, os nossos radares eletrônicos, agora, sob normas bem mais honestas. Porque a vida sempre terá preferência.
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