25/09/2020 às 14h26min - Atualizada em 25/09/2020 às 14h26min

Quantas dúvidas no caminho!

Quantas dúvidas no caminho!

A atualidade coloca, àqueles que refletem, muitas indagações para as quais nem sempre existem respostas. Será que viver é mesmo melhor que sonhar? Ou isto ou aquilo? Serão mesmo as perguntas que movem o mundo? É verdadeira a necessidade de refletir, antes de agir? Os fins justificam os meios? Estamos na era do vale tudo? O bem maior é o ser humano? Ser ou ter, eis a questão?

Quando se reflete muito, cada pergunta gera inúmeras outras e a inquietação faz da mente um turbilhão, pois as observações do cotidiano colocam em xeque os discursos que são proferidos pelas bocas. A necessidade de atualizar-se pode fazer-nos muito  distantes do que pensamos ser.

Às vezes penso que a metafísica não é o caminho, uma vez que quanto mais pensamos, mais percebemos o quanto insanos estamos nos tornando. A consciência da loucura é a maior prova da sanidade. Paradoxo? Quem sabe?

Quem é que vai pagar por isso? Pelos incêndios da Amazônia e do Pantanal, pelas guerras que ceifam vidas, pelas crianças que morrem de fome por todo mundo, pelos crimes, pela hipocrisia, falta de caráter, egoísmo? Ou melhor, alguém vai pagar por isso?

A impressão imediata que se tem é da impunidade e perdão terreno por tudo que,  durante muito tempo, foi considerado pecado. Afinal,  existe o pecado? O que é pecar? Nesse momento, o cronista deixa o texto, a procura de uma resposta. Pelo menos uma resposta, em meio a tantas perguntas.

Decepcionado, retorna sem a tão sonhada, pois pecado é uma invenção humana, quem sabe, para justificar maiores erros, grandes falhas. Pecado está associado à transgressão de regras, de leis, tendo um cunho profundamente religioso. Quem sabe mais um meio de cercear àqueles que sempre precisaram ser dominados.

As perguntas podem ser nosso maior pecado, uma vez que implicam em reflexão, consciência, domínio da mente. Quando nos escondemos na ignorância, no desconhecimento, em não assumirmos nossas ações e decisões pelo racionalismo pragmático da obtenção de resultados imediatos e lucrativos para nossa individualidade, banalizamos o resultado que provocamos no outro, afinal o homem nasce bom, o meio é que o corrompe; uma afirmação ou mais uma pergunta?

Vou comprar o doce e guardar o dinheiro, ficar no chão e subir aos ares, na atualidade, me é possível estar ao mesmo tempo, em inúmeros lugares. Só não está sendo possível cumprir o grande e sonhado momento de confiar no outro, amar o outro, cuidar e respeitar o outro. Se ficar bom para mim, que se dane você, e ninguém vai pagar nada por isso, como não se tem pagado por nada. Êta,  Crônica danada!  mas isso é uma crônica? Eu sou eu? Você é você?
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