18/12/2020 às 10h19min - Atualizada em 18/12/2020 às 10h19min

DIRETO DA REDAÇÃO

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É assunto para quilômetros e mais quilômetros de discussão. A tão esperada, desejada e sonhada vacina contra o novo coronavírus ainda nem deu as caras e já causa bate-bocas, provocações e muita troca de farpas em nosso país. Os políticos, então, esses vêm sendo os principais combatentes nesse ringue de vale tudo em que se transformou o debate.

Politização à parte, as perguntas que não querem calar são: as vacinas que já se anunciam como as mais prováveis para uso no Brasil terão, em tão curto tempo de pesquisas – menos de um ano - alcançado a qualidade que delas se espera? E a que vem da China, que São Paulo quer usar já em janeiro próximo, até sem o aval da Anvisa, estará, até lá, suficientemente testada? Já falei aqui, mas não custa lembrar: a vacina mais rapidamente produzida no mundo, até hoje, foi a da caxumba e demorou quatro anos para que fosse aprovada.

Por outro lado, países desenvolvidos, como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, já começaram a vacinar em caráter de emergência. Seriam eles os errados e nós, com toda a nossa desconfiança e temor, os certos?

Quando se fala em novo coronavírus, as respostas escasseiam e as dúvidas fervilham. Seria tática aceitável, para tentar se livrar mais rapidamente da pandemia, usar uma vacina que possa ainda não ter sido suficientemente testada e, assim, sujeita a provocar danos ao seu receptor, em médio ou longo prazo? Ou melhor seria esperar por um medicamento mais bem resolvido, embora o preço a pagar fosse empurrar para mais longe nossa saída do quadro sistemático de infecções? É aquela história: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Em um cenário de pânico generalizado, em que veículos de comunicação turbinam sua audiência com anúncios de mortes e sofrimento 24 horas por dia, o tema coronavírus ganhou a cor do desespero.  

De minha parte, garanto: sou partidário das vacinas. A da gripe, por exemplo, tomo todos os anos e sinto-me bem satisfeito com os resultados. Não me negaria, de forma alguma a receber, também, uma vacina contra o novo coronavírus. Mas quero garantias de que ela não trará efeitos colaterais à minha saúde. Seria pedir demais?
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