15/02/2021 às 10h30min - Atualizada em 15/02/2021 às 10h30min

DIRETO DA REDAÇÃO

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Antes que me joguem pedras, vou logo avisando: sou totalmente a favor do pleno emprego. Acredito e defendo, como não poderia deixar de ser, que ninguém deve ser privado da oportunidade de ganhar dinheiro honestamente.  Dito isso, vamos à bronca.

Recentemente, apontei aqui abusos que vêm sendo cometidos por alguns mototaxistas locais, especialmente, o excesso de velocidade quando de seus deslocamentos para a captação de passageiros. Agora chegou a vez de falar dos serviços de transporte por aplicativos que empregam automóveis. É que não dá pra fazer vista grossa em relação ao que de errado vem acontecendo, igualmente, nesse setor em Caratinga.

Ultimamente a cidade tem sido inundada não só pelas águas da chuva, mas, também, por veículos cadastrados nesse tipo de transporte. Até aí, tudo bem. O problema é que muitos desses condutores têm demonstrado, ao volante, total descaso em relação às leis de trânsito: à cata de clientes, param em qualquer lugar e de qualquer jeito, até mesmo em fila dupla. E costumam não perdoar nem os pontos de ônibus, onde podem permanecer estacionados por longos períodos. Os que assim se comportam estão, infelizmente, sabotando os esforços dos condutores responsáveis e das autoridades de promoverem um trânsito mais ágil e civilizado na cidade.

É claro que o chamado transporte alternativo tem sua utilidade. Chegou para ficar.  Muitas vezes quebra o maior galho para aqueles que não têm veículo próprio, precisam se locomover de um ponto a outro de forma rápida e barata e não desejam se valer de ônibus ou táxi. Mas nada justifica a conduta desleixada e pouco colaborativa de alguns motoristas de aplicativos em nosso trânsito. Não há dúvida de que todos merecem um lugar ao sol, mas como nos alerta o velho dito popular e nos ensina a própria vida, o direito de um termina quando começa o direito do outro.

Por isso, penso já ter passado da hora uma tomada de decisão para a regulamentação desse tipo de serviço na cidade, através de lei própria. É preciso impor regras, estabelecer limites, fiscalizar, organizar e moralizar os serviços de transporte de passageiros por aplicativos em Caratinga. Antes que o caos se instale.

Com a palavra, nossas autoridades.
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