08/03/2021 às 17h44min - Atualizada em 08/03/2021 às 17h44min

​Marias, Antônias, Aparecidas entre tantas outras.

Durante muito tempo a mulher foi relegada a uma parte obscura da sociedade, vivendo nas sombras, digo isso porque mesmo quando a mulher não podia ocupar situações de poder, ela conseguia influenciar àqueles que decidiam, seja como esposas na mesa ou amantes na cama.


O dia oito de março foi escolhido como o dia internacional da mulher, sabe-se que muitas dessas datas possuem mais de uma finalidade, sendo que a explícita, nem sempre é a verdadeira. Motivos a parte, vamos a mais uma reflexão...

Mulher, quantas figuras, quantas metáforas, quantos anseios, quantos desejos. Ser que além de humano parece desejar transcender a algo mais. Durante muito tempo a mulher foi relegada a uma parte obscura da sociedade, vivendo nas sombras, digo isso porque mesmo quando a mulher não podia ocupar situações de poder, ela conseguia influenciar àqueles que decidiam, seja como esposas na mesa ou amantes na cama. A história nos escancara várias dessas situações.

Paulatinamente, a mulher foi ocupando variadas posições e espaços e hoje é muito certeiro que quando alguém discute esses direitos, ou recusa-se a aceita-los, verá reverberar um sério combate contra o preconceito e o machismo.

Entretanto, ainda é muito difícil para as mulheres atenderem a todos os padrões que a sociedade exige e como parte dessa sociedade a própria mulher se cobra. Conciliar a manutenção da ordem da casa e serviços domésticos com o sucesso da carreira profissional, preparar-se intelectualmente e apresentar-se sempre arrumada, dentro dos padrões de beleza que a sociedade define. Ser profissional, mãe, esposa, amante, profissional de sucesso.

Quanta coisa se espera de um único ser humano, porque mulher é ser humano, mesmo que a sociedade exija dela poderes extraordinários de super-heróis, força de deuses, a mulher é um ser humano com potencialidades, mas também limites, anseios, dores, mesmo quando se finge de forte e corajosa para emanar confiança àqueles que necessitam.

Portanto, dentre todos os papeis e posições que a mulher, na atualidade, pode escolher ocupar, a primeira necessidade é a de que seja uma escolha dela, a ocupação desses espaços. Se ela deseja ter uma carreira profissional e não deseja ser mãe, tudo bem, se ela quer ser mãe, esposa, e não ter ou seguir uma carreira profissional, não existe mal algum, caso opte pelas duas situações, a escolha é dela.

O importante, nesse período no qual vivemos é que muitas outras mulheres que nos antecederam lutaram demasiadamente para que hoje pudéssemos ter o direito de escolher, portanto, sejamos autênticas em nossas escolhas e vivamos em paz com as decisões que tomarmos, pois o mundo pertence a todos, homens e mulheres, uma vez que não é o gênero que nos define, apesar de ser um de nossos alicerces. Um viva para todas nós, hoje e sempre.
 
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