17/09/2021 às 18h14min - Atualizada em 17/09/2021 às 18h14min

Poxa vida, puxa a vida!!!!

Assim, em meio ao silêncio que, às vezes toma meu cérebro que por natureza é barulhento, vou utilizar-me de uma expressão para apresentar na língua escrita, o que deve estar em forma de interrogação na cabeça de muita gente

(Foto: Bing Images)
Expressões idiomáticas são o máximo da linguagem e não fosse eu estudiosa da língua por profissão, seria por obsessão ou possessão, porque sou apaixonada pela forma como os seres humanos se comunicam, inclusive criando palavras e expressões que traduzam seus sentimentos.

Assim, em meio ao silêncio que, às vezes toma meu cérebro que por natureza é barulhento, vou utilizar-me de uma expressão para apresentar na língua escrita, o que deve estar em forma de interrogação na cabeça de muita gente.

A vida precisa seguir em frente, não apenas como necessidade de seguir o tempo cronológico, mas, sobretudo no sentido da abundância, do crescimento, numa espécie de revitalização. Quando conseguiremos isso?

Revitalizam-se tantas coisas, praças, projetos, mas é preciso de consciência da necessidade de revitalizar a vida, pois o momento no qual nos encontramos, tornou evidente o quanto necessitamos de analisar até onde a humanidade já caminhou e para onde pretendemos nos guiar.

A carroça que já foi para uma época uma grande invenção representa, na atualidade, um retrocesso. Queimamos, cortamos, depredamos a natureza, destruindo nosso próprio habitat; nos corrompemos, assassinamos nossos semelhantes, física, psicológica, moralmente e em meio a tudo isso, poucos, se é que existem esses poucos, são felizes, enquanto a grande maioria de nós se debate numa superficialidade, numa angústia, numa procura pela essência da vida, pelo desejo de conviver, voltar a viver.

Falta humanidade entre os seres humanos, faltam corações generosos, almas em pessoas bondosas, empatia, se não for possível amor ao próximo. Para quem conhece a doutrina cristã, Jesus disse: “Amar ao próximo, como a si mesmo.” Paulo, seguidor de Cristo, já fez uma abertura: “Se não vos for possível amar uns aos outros, suportai-vos.”

Atualmente, estamos observando o “eliminai-vos”. A vida se tornou uma grande competição onde para vencer é preciso eliminar o outro como se esse fosse um adversário. A corrida pela beleza estética, pelo dinheiro, pelo poder, está transformando a vida numa grande máquina destruidora e, no final da competição, não existem vencedores.

Seres humanos destituídos de sua humanidade não conseguem ser felizes, até para nos contentarmos em alguns momentos precisamos de drogas, bebidas, comidas e outras formas de compensação e, sobretudo, ostentar o momento para que o outro possa ver a aparência do momento que, afinal, é apenas isso: aparência.

Poxa vida, até quando seguiremos por esse caminho? Continuaremos nos destruindo, destruindo aos outros? Qual a força, o poder ou o milagre a ser pedido para puxarmos a vida da humanidade para o bem, para a abundância de todos? Poxa vida, um milagre para puxar a força da vida!
 
Link
Relacionadas »
Comentários »
" data-width="400" data-hide-cover="false" data-show-facepile="true">