13/05/2019 às 10h41min - Atualizada em 13/05/2019 às 10h41min

CELULAR NO TRÂNSITO: UMA MANIA QUE JÁ VIROU DOENÇA

Caratinga também parece estar sendo atacada por uma perigosa febre. Não. Nada a ver com dengue, chikungunya ou algo parecido. A febre de que falo faz as pessoas ficarem com os olhos esbugalhados, o semblante perdido, alheias ao que acontece ao seu redor, parecendo mais robôs do que gente. E pode até matar. É a febre que mais se espalha no momento: a do do uso do telefone celular no trânsito.  

Por ter Caratinga uma área central relativamente pequena, o fenômeno, por aqui, é mais facilmente observável. A todo momento nos deparamos com essa situação na cidade. O motorista do carro à sua frente anda mais devagar do que uma lesma? Faz ziguezagues pela rua, parecendo estar testando a direção do veículo que dirige? Anda pela contramão? Vira de repente uma esquina, no momento em que parecia que iria para o outro lado? Se não estiver bêbado, não duvide de que ele esteja falando, lendo mensagens ou até digitando algo ao celular. Ele ou ela, não é, porque essa febre do uso do telefone móvel no trânsito não escolhe sexo para atacar!

Falo de condutores, mas é claro que pedestres, também, estão sendo contaminados por essa mania que já virou doença. Quantas vezes não os vemos atravessando a rua parecendo estar andando nas nuvens? Desatentos, chegam a passar na frente dos carros em movimento. Estão em outro mundo, o mundo do bate-papo via celular. E correm o risco de irem para um mundo ainda mais além!
Se o uso do telefone móvel no trânsito da cidade já é perigoso, imaginem quando ele se dá nas rodovias, onde as velocidades de deslocamento são muito maiores? Colisões, saídas de pista, capotamentos, atropelamentos:  segundo estatísticas, usar o celular e dirigir ao mesmo tempo já é a terceira causa de mortes no trânsito no Brasil. E, se por sorte e ajuda de Deus nenhum desastre acontecer devido a esse hábito, há o risco, ainda, da pessoa ser multada, quando pega em flagrante: serão menos cerca de R$290,00 no bolso pela infração considerada gravíssima.

E para aquele que já se considera um doente sem cura, contaminado pela febre do celular ao volante, só resta uma solução: desligar o aparelho ao entrar no carro, pois nem mesmo o sistema Viva Voz, que possibilita a conversa pelo celular sem que se precise tirar as mãos do volante, é considerado seguro pelos especialistas.   

Em pleno desenrolar da campanha “Maio Amarelo”, em que no mundo todo se alerta para a importância de evitarmos mais mortos e feridos em acidentes nas ruas e nas estradas, não custa refletir um pouco: celular no trânsito? É melhor mantermos essa opção fora de área.
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