31/12/2019 às 12h09min - Atualizada em 31/12/2019 às 12h09min

​The end

Antes que alguns se alegrem, essa não será a última crônica, estamos encerrando apenas a série Janelas para começarmos com uma sequência nova, ainda não muito delineada em minha mente.


Inicialmente essa crônica receberia o nome de Ano Novo, mas quando comecei a pensar no assunto a ser tratado, mudei para o famoso fim, em inglês. Essa será a última janela aberta, nessa série, que me deliciou escrever; sem regras, sem amarras, sem compromisso que não fosse o de expressar sentimentos, sensações, vistas. É preciso aceitar o fim, mesmo quando a despedida nos traz sentimentos que doem; todo fim, significa recomeço, e recomeço é sinal de vida.

Dessas janelas, vimos e sentimos tantas coisas; cada vista, uma particularidade, singularidades que fazem com que cada olhar seja único. Europa, América, Ásia, África, tantos continentes, quantas línguas.

Descobrir a escrita por prazer deu-me um fôlego novo, ânimo; cada semana um desafio. Aos poucos fui ganhando companheiros de viagem, que tornaram o passeio muito mais agradável. Assim como na vida, alguns foram companheiros em todas as viagens, outros visitaram conosco lugares mais específicos e, quem diria que de um basculante veríamos tantas coisas!?

Se um dia, eu declarar-me, ousadamente, como escritora, todo o início da presunção estará nessas crônicas semanais, que tive a oportunidade de escrever. A vida é feita de oportunidades e precisamos ter ousadia para aproveitar todas elas.

Dessa última janela, a vida renasce num círculo que se fecha para oportunizar novas oportunidades. (Pleonasmo proposital, caro editor, você é ótimo, pena que os leitores não podem participar de nossos debates semanais, você é um verdadeiro Lombardi.
Antes que alguns se alegrem, essa não será a última crônica, estamos encerrando apenas a série Janelas para começarmos com uma sequência nova, ainda não muito delineada em minha mente.

Primeiro foi o susto e desespero de saber que precisava colocar um fim; a seguir o desamparo em pensar qual caminho seguir. Após esses sentimentos, o pensamento de ser o novo espaço em branco, uma ampla liberdade para escolhas.

“Corpos no asfalto” foi considerado mórbido, “Encontros e despedidas” ainda é uma possibilidade, e num último pensamento surgiu, uma série intitulada “O que fiz com um braço”. Até semana que vem será preciso decidir.

Assim é a vida, os dias seguem, o rio segue seu curso e os ponteiros giram constantemente, mesmo que de forma lenta. Perceber a necessidade da mudança, dar um fim para e as situações, perceber no novo a oportunidade de mudar o curso e ser mais feliz.

Às vezes, o medo aprisiona e nos torna reféns de situações; o comodismo nos limita a seguir em frente. Não podemos aceitar menos do que o que nos faz felizes; nunca será um ano novo se a vida continuar velha, parada. O que nos move? O que nos torna felizes?

Um ano novo não pode significar apenas 365 dias, precisa ser uma reflexão para uma vida nova. Sabe aquela atitude que falta para uma mudança significativa em sua vida? Aquela atividade física que você adia, a dieta que vai melhorar sua aparência e saúde, elevando sua autoestima, a saída semanal com amigos; seja o que for, o passo mais importante será sempre o primeiro. Arrisque-se em dá-lo, programe-se para ser feliz.

Ano novo, propósitos novos, energias sempre positivas e favoráveis. Sempre será necessário fechar algumas janelas para que novas portas se abram. Escrever é um ato que exige cumplicidade entre quem escreve e quem lê. Na vida é imprescindível que você seja seu principal cúmplice.

Ano novo, escritas novas, e que na vida fechemos círculos que nos limitem, para que a expectativa, o sonho, a vitalidade não se percam e nem se tornem opacos. Recomeçar, afinal cada fim é sinal de recomeço.

Confesso que estou um pouco triste por essa despedida, mas semana que vem, a energia do início, da novidade, nos encherá de fôlego para mais uma sessão nova. Que felizes sejam todos os recomeços!
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