12/02/2020 às 10h16min - Atualizada em 12/02/2020 às 10h16min

Parar ou seguir?

Alguns momentos da vida são intensos, coloridos, como se estivéssemos numa viagem em linha reta, com o vento soprando em nossos rostos, sem quebra-molas ou curvas muito perigosas, momentos leves, felizes, tudo transcorrendo tranquilamente, não importa se a velocidade é de sessenta ou cento e vinte por hora, cada um na velocidade que lhe é mais pertinente.

De repente, um obstáculo a nossa frente nos faz pisar no freio, um acidente ou qualquer outra situação que nos faz sair do automático e nos atermos à viagem. A  linha reta cede lugar a curvas fechadas, quebra-molas, treme-tremes e... Meu Deus, pode até ser que seja necessário sair da estrada principal e entrar pelas vicinais; aumentar ou reduzir a velocidade.

Se não tivermos uma orientação, um GPS, pode ser necessário parar e analisar as placas ou mapas para decidir qual direção seguir, qual  caminho fazer. Perdidos, numa espécie de labirinto, nos sentimos tontos, impotentes, verdadeiro sentido da palavra desorientado.

Sério problema financeiro, uma morte de um ente querido, uma perda de emprego, uma doença grave, entre outros, sair do que era confortável  é desanimador, triste, traiçoeiro. Nesses momentos podemos ser tomados pela apatia, pelo desespero, pela dor da perda. Uma vontade enorme de desistir poderá se apossar de nós, devido ao sentimento de derrota.

Parar ou seguir? Se parar, vai ser para sempre? Seguir, mesmo sem ter uma direção? Escolhas sempre são difíceis e nos fazem deixar alguma coisa em detrimento de outra e, após fazer a escolha, nem sempre é possível desfazer a rota.

Conhecemos pessoas que agiram precipitadamente e tomaram decisões que marcaram negativamente toda sua vida, conhecemos outras que se perderam na inércia e tornaram-se apenas sobreviventes. Quem somos nós entre o parar e seguir?

A verdade é que a reação que teremos diante de cada situação é sempre uma incógnita, saberemos apenas ao passar por ela, nem sempre somos ou estamos preparados para as derrapagens da vida.

Entre tudo que vivemos, precisamos ter um pensamento de positividade, de enfrentamento perante os acidentes da vida, não permitindo que sejam fatais a nossa existência. Parar pelo tempo necessário para nos orientarmos e seguir dentro da opção julgada como melhor caminho naquele momento.

Assim a conjunção “ou” cede lugar à conjunção “e”. Parar e seguir. Parar é necessário para uma avaliação da realidade, uma retomada de objetivos, reflexão sobre os acontecimentos. Seguir é preciso, pois a vida é resultado de movimentos, acertos e erros que nos fazem evoluir nessa jornada terrestre.Indo e vindo; vindo e indo, dialética da vida.
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