18/02/2020 às 15h09min - Atualizada em 18/02/2020 às 15h09min

Administração Pública Municipal: merece mais críticas que elogios, ou o contrário?

Por força da observação, somos obrigados a concluir que, sim, existem, ainda, gestores públicos competentes no país. Embora poucos. E eles podem estar bem à frente de nossos narizes. Caratinga, mesmo, é um exemplo de município que podemos considerar como sendo bem administrado. Não sou eu que digo: são os fatos.

Ninguém discorda de que a classe política no Brasil, não é de hoje, apresenta um nível de prestígio próximo do zero. Culpa dela mesma, por tantas estripulias feitas com o dinheiro do povo. Mas como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, é preciso não colocar todos os nossos representantes no mesmo balaio.

Por força da observação, somos obrigados a concluir que, sim, existem, ainda, gestores públicos competentes no país. Embora poucos. E eles podem estar bem à frente de nossos narizes. Caratinga, mesmo, é um exemplo de município que podemos considerar como sendo bem administrado. Não sou eu que digo: são os fatos.  

Não vou nem falar nos serviços essenciais – coleta de lixo, varreção de ruas, atendimento de saúde – todos funcionando a contento. Isso é o mínimo que se pode esperar de uma administração municipal, embora governos anteriores tenham deixado a desejar, até mesmo, nesses quesitos.

Outras realizações atestam o acerto de doutor Wellington, o prefeito, na condução do município: funcionalismo público recebendo criteriosamente em dia; dívidas com os fornecedores pagas; nenhum escândalo de corrupção denunciado; caixa da prefeitura saneado. Não é a toa que grandes empresas de outras paragens estão vindo para Caratinga ou expandindo seus negócios por aqui: segurança financeira é o nome do milagre.

Diante dessa realidade alguns argumentam: não faz mais do que a obrigação. Permita-me discordar. Desde muito tempo fazer algo que se considera obrigação no Brasil, em termos de gestão político-administrativa, tornou-se, sim, virtude a ser cantada em prosa e verso, tantos são os  dirigentes que claramente descumprem essa regra básica. Devemos, de fato, nos dias de hoje, ficarmos felizes em termos administradores que fazem o seu dever de casa. Alguém duvida de que isso se tornou algo raro?

Aproximam-se, agora, grandes obras para a cidade. O recapeamento asfáltico de algumas das principais ruas locais, tão necessário, deverá se colocar como uma das principais iniciativas do atual governo muinicipal, em fim de mandato. Aquelas vozes de sempre já denunciam: ação eleitoreira, dizem. Só não explicam como o prefeito poderia obter recursos para serviços de tal porte antes, após assumir uma prefeitura falida e sem um pingo de crédito...

Às vezes é de bom tom deixar a rabugice e os interesses pessoais de lado ao fazermos certas críticas, especialmente quando temos, diante de nós, algo que de fato funcione. Por uma questão de justiça.
 
 
 
 
Link
Leia Também »
Comentários »