21/02/2020 às 17h39min - Atualizada em 21/02/2020 às 17h39min

Educação no Trânsito

Após tantos anos de observação do trânsito de Caratinga e de um sem número de campanhas desenvolvidas na cidade para educar a população a se comportar melhor nas ruas, cheguei a uma conclusão: quem aprendeu, aprendeu; quem não aprendeu, não aprende mais. É preciso investir pesado, agora, em outro público: as crianças. A mente aberta delas, somada à sua natural curiosidade e maior facilidade de aprender, é terreno fértil de onde poderão brotar excelentes frutos. Sem falar na influência positiva que elas poderão exercer sobre seus pais, que, afinal, são os atores principais nesse palco.

Há situações, no trânsito de Caratinga, de fazer gelar o coração. Eu mesmo passei por uma circunstância assim, esta semana, quando, dirigindo pela Avenida Oiegário Maciel, dei de frente com um homem que, levando um bebê no colo, avançou à frente do carro sem a menor cerimônia, fora da faixa de pedestres, para cruzar a rua. A mão espalmada  em minha direção e um olhar agressivo foram os únicos recursos que ele usou para me fazer parar. Parecia que tal pessoa havia ficado bem zangada por eu não ter freado o veículo tão rapidamente quanto ela gostaria, ainda mais que segurava uma criança, embora eu tivesse sido pego totalmente de surpresa com aquela sua atitude inesperada. Respirei aliviado quando o sujeito terminou a sua travessia, ele e o bebê, sãos e salvos, inclusive, de outros veículos.

Incontáveis vezes narrei, aqui, situações absurdas vistas frequentemente no trânsito local: motociclistas malucos parecendo estar treinando para participar de algum hally de velocidade; gente ao volante em conversas intermináveis pelo celular ou se fazendo de cega diante de pessoas querendo atravessar nas faixas de pedestres; e pedestres, também, meio perdidos, achando que podem passar de um lado para o outro até quando o sinal luminoso está aberto para os veículos. Aí é pedir para se dar mal!

Após tantos anos de observação do trânsito de Caratinga  e de um sem número de campanhas desenvolvidas na cidade para educar a população a se comportar melhor nas ruas,  cheguei a uma conclusão: quem aprendeu, aprendeu; quem não aprendeu, não aprende mais. É preciso investir pesado, agora, em outro público: as crianças. A mente aberta delas, somada à sua natural curiosidade e maior facilidade de aprender, é terreno fértil de onde poderão brotar excelentes frutos. Sem falar na influência positiva que elas poderão exercer sobre seus pais, que, afinal, são os atores principais nesse palco.   

O que se faz, hoje, nas escolas, também de Caratinga, é a abordagem do tema trânsito de maneira um tanto superficial, e o assunto só ganha importância de fato, nesses ambientes, por conta da realização de eventos como a Semana Nacional do Trânsito, quando, então, ele é mais debatido nas unidades educacionais. Pouco demais para uma questão tão fundamental.
 
Talvez uma solução seja multiplicar as ações de educação para o trânsito no ambiente escolar, e que essas ações pudessem alcançar alunos desde a mais tenra idade: mais atividades relacionadas ao assunto, professores melhor preparados para abordá-lo, enfrentamento a sério da situação. As escolas de Caratinga, públicas ou privadas, bem que poderiam comprar essa ideia, não? Em um país no qual a cada 13 minutos alguém morre vítima de acidente de trânsito, a necessidade de uma transformação radical nesse campo se faz urgente.
 
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