27/02/2020 às 14h21min - Atualizada em 27/02/2020 às 14h21min

Acabou o carnaval, e daí?

 

Durante muito tempo escutei que o Brasil era o país do carnaval, que as coisas começam a funcionar mesmo no ano, apenas após o carnaval, como se o ano civil brasileiro tivesse como marco inicial essa grande festa. Apesar das afirmações, sempre que passa o carnaval as coisas continuam como estão.

Longe ser juíza, decretando ser essa festa desnecessária, ou outros blá blá blás; cada um é livre para  se divertir, descansar, fazer o que desejar nesses dias, até não fazer nada, se esse for o desejo. 

Assistir aos desfiles das grandes escolas de samba, participar dos blocos de rua, descansar em zonas fora da rota do carnaval ou ficar jiboiando. Opções várias, até continuar na rotina do trabalho é possível, cada um dentro de suas escolhas e possibilidades.

Eu diria que o Brasil, atualmente, segue seu rumo antes do carnaval, os problemas de chuvas no mês de janeiro têm despertado, tristemente, o brasileiro logo no início do ano. Já tivemos problemas com cerveja, murmúrios de iminência de guerra e corona vírus foram alguns fatos que provocaram o despertar do Brasil e do mundo, negativamente, quem sabe agora que passou o carnaval as coisas boas, positivas possam ser iniciadas.

Muitas vezes vamos retardando posições, dando desculpas para não decidir rumos. O carnaval pode ser uma desculpa para àqueles que, indecisos, não conseguem se posicionar em uma direção, mas agora acabou o carnaval e, caso não se deseje aguardar mais quarenta dias pela paixão e ressurreição de Cristo , é hora de seguir.

Acabou o carnaval e agora a Sapucaí é toda nossa para darmos vazão a nossos planos, alavancarmos nossas vidas.

A mesma disposição, que muitas pessoas têm para cair na folia, precisamos ter para dedicarmos aos objetivos da vida. Não podemos viver numa eterna quarta-feira de cinzas, precisamos colocar colorido, ritmo, fantasias e adereços para que o enredo seja nota dez.

Esse enredo é a nossa vida, várias etapas representando as diferentes fases, algumas mais coloridas e fantasiosas, outras sóbrias e enfadonhas, mas todas,  partes dos ciclos que compõem a nossa vida.

Que tal usamos fantasias mais leves, poucos adereços e com cara mais limpa e peito mais aberto e receptivo para a vida, letras de enredo claras e a certeza de que quem traça a trajetória da passarela somos nós.

Não podemos deixar as coisas acontecerem como se o destino fosse obra do acaso, impossível deixar que outros façam nosso enredo. A vida é presente individual e cada um desenha seu desfile.

Acabou o carnaval e a vida segue, seja seu próprio carnavalesco.

 
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