23/08/2019 às 08h44min - Atualizada em 23/08/2019 às 08h44min

Depois de escândalos, Cruzeiro sofre redução de 7% no quadro de sócios: 'Rezando para que essa coisa toda acabe'

Diretor financeiro do Cruzeiro, Flávio Pena revelou que o programa de sócio-torcedor do Cruzeiro perdeu cerca de 7% de seus associados. Em entrevista à Rádio 98, ele creditou os números ruins aos escândalosenvolvendo dirigentes do clube e as investigações iniciadas pela Polícia Civil e Ministério Público, que apuram suspeitas de falsidade ideológica, falsificação de documentos, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. 
 
O sócio caiu sim, na ordem de 6 a 7%, e a gente está rezando para que essa coisa toda acabe, se conclua, essa questão da investigação da Polícia e do Ministério Público. Que acabe, encerre o processo e as coisas fiquem bem claras para a opinião pública e para o torcedor, porque a instituição Cruzeiro precisa do torcedor”, afirmou o diretor financeiro. 
 
Embora Flábio Pena não tenha precisado o período exato da queda no número de sócios, a reportagem apurou que o Cruzeiro iniciou o mês de agosto com cerca de 36 mil associados.
 
Vale lembrar, também, que o departamento de marketing realizou uma série de mudanças no programa ao longo dos últimos meses e desagradou parte da torcida. A principal crítica foi sobre a decisão de eliminar o programa de pontos de uma hora para outra. Muitos associados que acumularam “Cruzeiros” (moeda digital do plano) ao longo do tempo, perderam o direito de trocar por camisas e outros produtos.
 
Além disso, o clube reduziu o percentual do desconto para Cruzeiro Sempre (de 50% de dedução para 30%) e limitou a compra a um ingresso por associado – antes, isso era variável. Por outro lado, o clube conseguiu viabilizar um site para compra online de bilhetes para o público comum, entregando facilidade na aquisição das entradas e reduzindo as filas em bilheterias físicas.
 
Em janeiro, o então diretor de marketing do Cruzeiro, Leandro Freitas, apresentou números positivos do programa: faturamento bruto de R$ 55,1 milhões (somado também outros valores de bilheteria) e crescimento de 27% no número de associados – ápice de 55 mil sócios ativos. O dirigente, que acabou desligado do clube no início do mês, se referia aos índices de 2018, ano em que a equipe brilhou dentro de campo e conquistou os troféus do Campeonato Mineiro e da Copa do Brasil. 

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