26/02/2019 às 16h17min - Atualizada em 26/02/2019 às 16h17min

Audiência Pública discute situação do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora

Reunião foi realizada na Câmara Municipal de Caratinga na noite de segunda-feira (25)

Lucas Humberto

 

Com grande público presente, além de autoridades de toda a região, foi apresentado em detalhes a situação atual do HNSA além de sugestões para unidade hospitalar superar a grave crise que enfrenta.

Casa cheia para tratar de um assunto que preocupa a todos: o possível fechamento do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. A audiência pública realizada na câmara dos vereadores tratou da situação atual da unidade hospitalar.

A iminência de paralisação total das atividades é real. Com uma despesa mensal de R$1,7 milhões e uma receita de R$500 mil, a situação do hospital é grave. Além disso, com a falta de medicamentos e pagamentos atrasados não é possível receber novos pacientes. Segundo o diretor técnico do HNSA, Dr. Marcelo Cruz, o hospital tem ainda apresentado algumas dificuldades com o corpo clínico.

Dra. Flávia Patrícia Cupertino, curadora de saúde do hospital também participou da reunião. Ela expôs a possível paralisação dos atendimentos por falta de condições.

Durante a audiência houve discussão sobre os motivos que levaram o hospital a chegar neste ponto e quais seriam as possíveis soluções para que a instituição, de 102 anos, não encerre suas atividades. O vereador Ronaldo da Milla, que redigiu o pedido para a realização da audiência, afirmou que toda a sociedade, além dos municípios, deve se unir em torno desta causa.

Dr. Marcelo também afirmou que o estado deve se informar e conscientizar sobre o problema, para se ter uma solução.

O prefeito de Caratinga, Wellington Moreira, destacou que a situação enfrentada pelo hospital afeta diretamente a administração municipal. Ele chegou a afirmar que em gestões municipais anteriores o hospital empregou além do que necessitava. Para agravar a situação, existe a dívida de R$18 milhões do governo do estado com a saúde de Caratinga.

O prefeito sugeriu ainda uma auditoria intensa para identificar médicos que não cumprem suas funções e trazem prejuízo ao hospital.

A curadora de saúde do hospital explicou que dos 136 leitos, 119 são oferecidos exclusivamente ao SUS, o que torna o papel do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora fundamental para a saúde pública da micro-região e destacou que o ministério público atua na mediação deste conflito.


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