Perrella falou sobre a proposta do BS2, principal patrocinador do Flamengo, ao ser perguntado sobre o impacto da queda à segunda divisão nas finanças do Cruzeiro. “A minha esperança é que a gente consiga alguns patrocínios melhores. Para vocês terem uma ideia, o Cruzeiro deixou de receber R$ 12 milhões do Banco Bonsucesso para fechar com o outro de graça, contando só com royalties”.
O patrocinador ao qual Zezé se refere é o Digimais, vinculado ao Banco Renner (Grupo Record), que pagou ao Cruzeiro R$ 6 milhões pelo espaço máster’, além de liberar empréstimo de R$ 5 milhões. A dívida deverá ser quitada por meio de publicidade na manga do uniforme a partir de 2020, pois o Supermercados BH ocupará a parte frontal da camisa celeste.
O gestor de futebol deu a entender que a parceria do Cruzeiro com o Digimais não oferece nenhuma garantia de receita ao clube. “O Banco Bonsucesso ofereceu R$ 12 milhões, mais os royalties. Achou que o outro banco era o grande, era o maior, e daria muito mais ao Cruzeiro, daí fizeram esse negócio”.
Perrella também avaliou o contrato de três anos do Cruzeiro com a Adidas, fechado pelo ex-vice-presidente de futebol, Itair Machado. Segundo o dirigente, a fornecedora alemã só repassará o dinheiro aos cofres celestes se forem negociadas ao menos 180 mil peças. Além disso, houve um adiantamento de R$ 2,5 milhões, que terá de ser compensado com muitas vendas de produtos.
“O contrato da Adidas, que a imprensa falou, o Cruzeiro só tem royalties se vender 180 mil camisetas, sendo que o nosso recorde de vendas é de 120 mil.
A Adidas é de marca, muito bem-vinda, mas não há contrato milionário. Esse royalty de R$ 2,5 milhões é para ser compensado no futuro, caso a gente tenha direito a algum royalty.
Assim foi feito no Cruzeiro, uma zorra total”.