29/05/2020 às 08h50min - Atualizada em 29/05/2020 às 08h50min

Liminar da justiça fecha mais uma vez Hospital de Bom Jesus do Galho

Segundo o prefeito o fechamento da unidade hospitalar nesta semana e sua reintegração à Aminas, é resultado de uma liminar da Justiça, concedida a pedido de seus antigos proprietários. O chefe do executivo, Willian Batista de Calais, se diz indignado com o fechamento da unidade de saúde em plena pandemia de coronavírus.

Lucas Vieira

O hospital de Bom Jesus do Galho não atende mais a ninguém. A casa foi fechada, por ordem judicial. O hospital vinha sendo administrado pela prefeitura da cidade. Em março deste ano um decreto do prefeito determinou que a unidade passasse a servir ao município. À época, as instalações estavam fechadas, supostamente devido a dificuldades financeiras alegadas pela então administradora, a Aminas. Segundo o prefeito o fechamento da unidade hospitalar nesta semana e sua reintegração à Aminas, é resultado de uma liminar da Justiça, concedida a pedido de seus antigos proprietários. O chefe do executivo, Willian Batista de Calais, se diz indignado com o fechamento da unidade de saúde em plena pandemia de coronavírus.

Como forma de atender toda a população, o município preparou o pronto atendimento para receber a demanda. William disse que o setor jurídico da prefeitura irá tomar providencias sobre o caso.

A reportagem tentou contato com a Aminas para ouvir a versão da instituição. Durante todas as tentativas, o número do telefone estava ocupado. Em resposta à Rádio Cidade de Caratinga – parceira da TV SISTEC – Joel Tristão disse que ‘’ Jamais deixaria o município de Bom Jesus do Galho desassistido” e que o hospital precisou ser fechado no ano passado por causa de uma dívida de R$ 4 milhões do Estado e da prefeitura. Afirmou, ainda, que já trabalha com a Superintendência Regional de Saúde para liberação de novo alvará que autorize a reabertura do hospital para enfrentamento exclusivo do novo coronavírus. Joel pretende incluir a unidade de saúde no Plano de Contingência como hospital de retaguarda”.

O presidente da AMINAS acredita que, após emissão do alvará, o hospital possa ser reaberto em aproximadamente quinze dias. Esse prazo é necessário para vistoria e manutenção de equipamentos, limpeza e desinfecção. O hospital tem capacidade para até trinta leitos de enfermaria para Covid.

O prefeito William Batista disse que a população está revoltada com o fechamento do hospital novamente. E espera conseguir retornar com as atividades da unidade de saúde o quanto antes.


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