02/07/2020 às 09h56min - Atualizada em 02/07/2020 às 09h56min

Claro lança 5G no Brasil com tecnologia de compartilhamento de frequências

Joy Macedo
Tecmundo
Nesta quinta-feira (2), o Brasil amanheceu com novidades relacionadas ao 5G. As notícias ainda não são exatamente o que gostaríamos de ver, mas já indicam algum avanço. Enquanto a Motorola oficializou a chegada da linha Edge ao país, a operadora Claro anunciou a implantação de rede 5G usando tecnologia de compartilhamento de frequências já autorizadas pela Anatel.
 
A novidade usa a tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro (DSS, da sigla em inglês Dynamic Spectrum Sharing) da Ericsson. Isso significa que a Claro vai oferecer a quinta geração nas faixas de frequências já disponíveis atualmente, e que estão alocadas ao Serviço Móvel Pessoal (SMP).
 
A promessa da operadora é de os smartphones com 5G experimentem conexões 12 vezes mais rápidas que o 4G convencional. A Claro não especificou quais regiões receberão a cobertura inicial do 5G DSS.
 
No entanto, é importante lembrar que uma das grandes promessas do 5G está relacionada ao uso das redes milimétricas (mmWaves). O 5G DSS nas bandas já disponíveis no Brasil pode até trazer melhorias de velocidade, mas ainda não tem a capacidade de explorar todo o potencial da tecnologia.
 
"A chegada do 5G DSS permite oferecer uma primeira experiência com a quinta geração das redes móveis, utilizando tudo que temos investido e que já está disponível hoje. A Claro tem uma infraestrutura estado de arte, que já oferece o 4.5G mais rápido do país, e agora sai na frente oferecendo uma migração gradativa e transparente para o 5G, antes mesmo das novas frequências dedicadas a essa nova tecnologia terem sido outorgadas no país”, explica José Félix, presidente da Claro.
 
Leilão do 5G no Brasil

Enquanto isso, o esperado leilão do 5G no Brasil deve acontecer só em 2021. Além da discussão sobre a distribuição do espectro para os celulares, o acesso à infraestrutura ainda é um problema. O uso de faixas mais altas exigem a instalação de uma série de novas antenas para atingir a cobertura necessária, uma vez que quanto mais alta a frequência, menor o alcance do sinal.
 
“O leilão do espectro adicional para o 5G será um próximo passo, que deverá vir no futuro, levando em consideração grandes desafios que a crise atual trouxe e o significativo investimento que dele decorre tanto para aquisição do espectro como para implantar a cobertura e a virtualização da rede”, diz Paulo Cesar Teixeira, CEO da unidade de Consumo e PME da Claro.
 
Para a Claro, enquanto o Brasil não tem mais espectro, mais antenas e uma nova topologia de rede, a chegada do 5G DSS, utilizando frequências e topologia de redes atuais, ajuda a acelerar a implantação da quinta geração das redes móveis.

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