20/07/2020 às 08h45min - Atualizada em 20/07/2020 às 08h45min

Cruzeiro x Sampdoria: Caso envolvendo lateral Dodô está entregue à Fifa desde janeiro

Jogador cobra, na Justiça do Trabalho, cumprimento de contrato por parte da Raposa; clube italiano questiona situação junto à entidade máxima do futebol mundial

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O caso envolvendo o contrato do lateral Dodô vem sendo discutido em duas frentes, pelo menos. Uma na Justiça do Trabalho, na qual Cruzeiro e o lateral travam uma batalha em relação à reativação do contrato. Outra é na Fifa. E desde janeiro deste ano, quando a Sampdoria, da Itália – clube que negociou com a Raposa –, acionou a entidade, comunicando o não cumprimento do acordo fechado em 2019.
 
Uma carta da Sampdoria endereçada ao “setor de transferências e conformidades globais” da Fifa, em 20 de janeiro deste ano, explicitou todo o imbróglio entre os clubes e requisitou duas decisões:
 
a instauração de um procedimento disciplinar contra o Cruzeiro e, em caso de comprovação, que o mesmo fosse levado ao Comitê Disciplinar da Fifa.

O caso continua sendo aguardado pelo clube italiano, que requisita o pagamento dos 300 mil euros (hoje R$ 1,83 milhão), previsto no contrato de cessão de Dodô ao Cruzeiro, caso o jogador atingisse metas estabelecidas: 3 jogos pelo clube ou 15 pontos conquistados no Brasileiro de 2019.
 
A meta foi batida rapidamente. Tanto que, em 26 de agosto do ano passado, a Sampdoria enviou um email ao Cruzeiro, comunicando o fato. Em 27 de novembro, o processo de cessão definitiva do jogador foi iniciado, mas o Cruzeiro não o concluiu com o pagamento. Pelo acordo, a Raposa deveria assinar por três anos cm o jogador.
 
Na carta endereçada, a Sampdoria ainda afirma que Dodô, em 8 de janeiro deste ano, confirmou a intenção de se transferir permanentemente ao clube mineiro. Tanto que se apresentou para a pré-temporada, mas não ficou no clube devido ao não pagamento do valor.
 
Por causa disso, o lateral levou a discussão à Justiça do Trabalho, em que pede que o acordo seja cumprido. Neste momento, as duas partes já expuseram os argumentos e aguardam uma definição judicial. O clube mineiro argumenta que houve má fé na execução do contrato.

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