20/07/2020 às 09h49min - Atualizada em 20/07/2020 às 09h49min

HawkEye 360 e SpaceX lançam novos satélites caçadores de piratas

Reinaldo Zaruvni
Tecmundo
O combate ao crime está prestes a ganhar novas proporções. A HawkEye 360, uma empresa focada em identificação, processamento e geolocalização de radiofrequências, se juntou à SpaceX e pretende, no final deste ano, lançar uma frota de satélites caçadores de piratas, equipamentos que navegarão ao redor do mundo para rastrear caçadores e contrabandistas.
 
Trabalhando com autoridades terrestres, incluindo o Pentágono e o Escritório Nacional de Reconhecimento dos Estados Unidos, a companhia é capaz de identificar problemas potenciais por meio de sinais vindos da superfície – e, de acordo com o CEO John Serafini, cada lançamento visa aprimorar ainda mais a atuação da corporação, que possui dispositivos em órbita desde 2018.
 
“Vimos atividades ilegais em todo o mundo”, disse Serafini ao Futurism. “Até testemunhamos o Irã contrabandeando petróleo para a Síria e o acúmulo de tropas chinesas no vale de Galwan, contribuindo com um entendimento mais profundo sobre as tensões aumentadas que ocorrem ao longo da fronteira Índia/China.”
 
“Além disso, ajudamos os guardas florestais no Parque Nacional Garamba a monitorar sua vasta paisagem para evitar a caça ilegal de animais silvestres.”
 
Pode correr, mas não pode se esconder
 
Ainda segundo o executivo, não existem partes do planeta que a HawkEye 360 não seja capaz de monitorar com a “tropa” ativada, e cada novo conjunto melhora o tempo de resposta e a habilidade de fornecer localizações exatas de sinais. “Semelhante à forma como os satélites de imagem visível eram de domínio apenas de governos, que, hoje, contam com diversos fornecedores comerciais, nossa empresa está aumentando tais capacidades, gerando uma fonte útil de dados comerciais de radiofrequência.”
 
Elevar a contagem total de equipamentos para 21 nos próximos anos está entre os objetivos da companhia, conseguindo, assim, reduzir o tempo de revisita para 45 minutos – o que dificultaria, por exemplo, a ação de caçadores furtivos em reservas.
 
“Com o conjunto atual, já podemos coletar dados de qualquer lugar do mundo várias vezes por dia, mas precisamos de revisitas mais rápidas para permitir o rastreamento mais eficiente de atividades criminosas ou aumentar a densidade de dados, o que permite o desenvolvimento de análises mais ricas”, finaliza Serafini.
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