19/08/2020 às 09h24min - Atualizada em 19/08/2020 às 09h24min

Greve nacional dos correios: Paralisação em Caratinga é de aproximadamente 70%

Hérisder Matias
O movimento de greve é feito pela Associação dos Profissionais dos Correios e tem a adesão dos funcionários da Agência e Central de Distribuição em Caratinga. Eles se concentraram por um curto período na frente das unidades na cidade para informar que aderiram à greve nacional por tempo indeterminado. Entre as reivindicações, está o baixo salários de muitos funcionários. Segundo a Associação dos Profissionais dos Correios, os trabalhadores dos Correios possuem, em média, a menor remuneração das estatais federais. Um carteiro ou atendente tem um salário inicial de menos de R$ 1.800,00, o que torna todas as parcelas salariais, como vale alimentação, por exemplo, indispensáveis na composição da renda. A Associação informou em nota que o Governo Federal usa os correios para emprega assessores especiais ligados à grupos políticos de até R$ 16.000,00. (dezesseis mil reais). Já a Federal Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) informou que 30% do adicional de risco, vale alimentação, horas extras e auxílios foram retirados de cláusulas que garantem esses direitos. Segundo os sindicatos, há uma clara estratégia para reduzir a remuneração dos funcionários dos Correios, e lamentam que a situação possa prejudicar milhões de brasileiros que utilizam o serviço da empresa estatal. Segundo informações obtidas de dentro dos Correios, mais de 20 funcionários trabalham na Central de Distribuição localizada às margens da BR-116, em Caratinga, mas apenas seis estão atuando, garantindo um percentual mínimo de funcionamento.

Por e-mail, Os Correios informaram que não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa disse que propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados conforme contracheques em anexo que comprovam tais afirmações.  

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. Segundo a nota enviada pelos Correios, as reivindicações da Federal Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.



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