26/08/2020 às 09h39min - Atualizada em 26/08/2020 às 09h39min

Manifestação pela reabertura das academias em Caratinga

Matheus Aguiar
Professores, familiares, proprietários e alunos de academias de Caratinga se uniram na tarde desta terça-feira, na porta do Ministério Público de Caratinga, para manifestar contra o fechamento desses estabelecimentos no município. Alguns proprietários de restaurantes e bares do município também estiveram presente na manifestação. Eles pediram respostas e questionaram a decisão de não reabrir as academias em Caratinga.

As academias estão fechadas desde março, há mais de 5 meses, e sem previsão de reabertura. Isso porque, o Ministério Público de Caratinga o Tribunal de Justiça de Minas Gerais acatou a um pedido de liminar do Ministério Público de Caratinga que considerou como incompatíveis com o combate à pandemia as decisões do prefeito Welington Moreira. Mas além desta decisão, em julho, o Tribunal de Justiça de mineiro também deferiu um pedido de medida cautelar em uma Ação Declaratória de Constitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Essa ação reconhece o caráter vinculante da Deliberação nº 17, do Comitê Extraordinário Covid-19 de Minas Gerais, nos municípios mineiros que não aderirem ao Plano Minas Consciente. Ou seja, essas cidades estão obrigadas a seguir a norma que proíbe a reabertura de inúmeros estabelecimentos, incluindo as academias. Como Caratinga não aderiu ao plano está submetido a seguir essa Deliberação. Caso o município aderisse, dado o grande número de contaminação, a cidade entraria na onda vermelha do programa, e ainda assim estaria impossibilitado de permitir a reabertura das academias.

A manifestação seguiu para a sede da Prefeitura de Caratinga onde os participantes fizeram as mesmas reclamações também ao prefeito Welington Moreira. Assim como o Ministério Público, ele também não se pronunciou diante dos protestos. O movimento fechou a rua e chegou a interromper o trânsito em ruas distantes do foco da ação. Pouco depois do início do movimento na rua Raul Soares, uma confusão tomou a atenção de quem passava por perto. Segundo alguns manifestantes, o motivo da briga foi porque um senhor não identificado apareceu no meio do movimento e empurrou um dos proprietários de academia, atingindo inclusive a filha dele. O clima esquentou ainda mais quando o senhor que não fazia parte da manifestação ofendeu com palavras de cunho racista um dos manifestantes. Com exceção deste fato isolado, toda a manifestação foi pacífica.

Entramos em contato com a prefeitura, e a assessoria justificou que o poder executivo do município já revogou o decreto que contrariava a decisão do MP e aguarda agora um novo julgamento da decisão liminar. Contatamos também o Ministério Público de Caratinga e até o  fechamento desta reportagem não obtivemos resposta.


 

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