03/09/2020 às 09h34min - Atualizada em 03/09/2020 às 09h34min

Incompetente coletiva e individualmente, Cruzeiro é time de um tempo só e sem brilhar

Time cria chances no primeiro tempo, mas não consegue marcar; no segundo, lembra jogos anteriores, dá brechas e vê adversário ser efetivo e se fechar sem ser tão incomodado

Guilherme Macedo
Globoesporte MG
O Cruzeiro segue sucumbindo na Série B. O caminho que se desenhou, com uma arrancada de três vitórias, parece muito distante daquele que é trilhado atualmente. Mais uma vez, agora diante do Brasil-RS, foi time de um tempo só (longe de ser brilhante) e voltou a demonstrar fraquezas preocupantes para o atual cenário.
 
Mesmo sem o brilho que se espera, fez um primeiro tempo bom, mereceu levar a vitória para o vestiário. Propôs o jogo, utilizou muito Airton e teve boa presença de Jadsom, que inclusive mostrou, mais uma vez, que não deve ser reserva.
 
Diferentemente de outros jogos, chegou a criar chances claras, com Airton, Arthur Caíke e Marcelo Moreno. Tecnicamente falando, Arthur e Moreno entregam menos do que se espera, em que pese o fato de o primeiro ter chegado há pouco. Moreno é voluntarioso, luta, busca jogo, mas não demonstra, até aqui, o mesmo poder de definição de outrora. Até agora, não conseguiram fazer o setor de ataque funcionar.
 
A queda no segundo tempo foi gritante. O meio-campo voltou a ser espaçado, como em outros jogos. Volantes não conseguiram compactar, e os homens de frente – muitas vezes com espaço – nada criaram. O adversário cresceu, fez gol e se fechou. Jogava por uma bola e achou. Foi competente na finalização. Se o time cria pouco, tem que ser efetivo. E o Cruzeiro não consegue ser. Mesmo criando mais que o adversário, como foi contra o Brasil.
 
Enderson até tentou trocar peças experientes que não funcionaram em outros jogos. Apostou em garotos. A entrada de Matheus Pereira na lateral esquerda funcionou, mas a de Maurício, não. Participou mais do que Régis vinha participando, mas muito mal, assim como na maior parte das partidas em que foi usado pelas beiradas.
 
As questões técnicas não estão 100% no controle da comissão técnica, mas em termos de conjunto, a equipe poderia ter evoluído mais. Já são 11 jogos, depois de mais de dois meses de treinamentos.
 
Peças estão chegando, não é simples entrosar. Mas, em termos de sistema e ideia de jogo, era para estar em um estágio mais avançado do que o atual. A expectativa de 10 rodadas para brigar pelo G-4 já nem parece mais possível. É preciso admitir - mas não aceitar - que o Z-4 é realidade, não só por resultados, mas também por briga e desempenho. Menos de 50% de aproveitamento dos pontos não pode ser considerado normal, independentemente do cenário do clube, seja dentro ou fora de campo.
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