24/09/2020 às 10h04min - Atualizada em 24/09/2020 às 10h04min

A um jogo da 10ª vitória seguida no Mineirão, Atlético-MG alia conforto e números e volta a se sentir em casa na Pampulha

Desde a reforma, Galo nunca havia tido uma sequência tão grande de resultados positivos por lá; decisão de atuar no Mineirão mesmo durante a pandemia é bem avaliada por Sette Câmara

Fred Ribeiro e Guilherme Frossard
Globoesporte MG
Nenhum outro estádio recebeu tantas partidas do Atlético-MG na história como o Mineirão. Nesta década, porém, o Gigante da Pampulha deixou de ser a principal casa do Galo. Pelo menos de 2011 a 2019. A reforma do estádio (visando a Copa de 2014) e decisões das últimas duas diretorias afastaram o Alvinegro do maior palco esportivo de BH. No último ano da década, o "casamento" foi reatado (pelo menos até a inauguração da Arena MRV). E, em 2020, a relação é só de alegria.
 
Foram, até aqui, 10 partidas disputadas pelo Galo no Mineirão. Houve uma derrota (para a Caldense, ainda em fevereiro, com Rafael Dudamel) e, de lá para cá, são nove jogos e nove vitórias. Caso vença o Grêmio, às 21h (de Brasília) do próximo sábado, o Atlético chegará a 10 triunfos consecutivos na Pampulha. No Brasileirão, o time de Jorge Sampaoli é o único com 100% de aproveitamento - quatro jogos, quatro vitórias.
 
Desde que o Mineirão foi reinaugurado após a reforma (em 2013), o Galo nunca havia chegado nem perto de 10 vitórias seguidas no estádio. A melhor sequência foi em 2014, com cinco triunfos consecutivos, sendo eles a final da Recopa (4 a 3 contra o Lanús), as históricas remontadas contra Corinthians e Flamengo (4 a 1 duas vezes) na Copa do Brasil, a finalíssima do torneio contra o Cruzeiro (1 a 0) e mais uma vitória num clássico, esse pelo Brasileirão (3 a 2).
 
Com exceção dessa sequência, nunca no "novo Mineirão" o Galo passou de quatro vitórias seguidas. O Atlético se mostrou um mandante poderoso nesta década, mas no Independência. No Brasileirão 2012, por exemplo, o time de Cuca não perdeu nenhum jogo por lá. A mística do "Caiu no Horto, tá morto" sobreviveu por muito tempo, mas a gestão de Sette Câmara optou por "devolver" o Galo ao Mineirão. E o time já mostra que se sente totalmente em casa no Gigante da Pampulha.
 
Palavra do presidente

O ge conversou com Sérgio Sette Câmara sobre o retorno do Galo ao Mineirão em 2020. O presidente lembrou que a ideia de voltar a jogar na Pampulha tinha a ver com o plano de aumentar o público médio e "turbinar" o programa de sócio-torcedor. A pandemia veio, os jogos sem torcida foram decretados, mas a diretoria alvinegra manteve o planejamento de jogar na Pampulha.
 
- A decisão de jogar no Mineirão foi antes da pandemia. A ideia era termos grandes públicos e também dar uma turbinada no nosso Galo na Veia, no sócio-torcedor. Infelizmente apareceu a Covid, houve a paralisação, e resolvemos continuar jogando no Mineirão porque, diante dos protocolos de distanciamento, o estádio dá muito mais garantias e conforto a todas as pessoas envolvidas no jogo. Atletas, comissão técnica, arbitragem, até mesmo quem vai trabalhar na transmissão televisiva. Permanecemos jogando no Mineirão - disse Sette Câmara.
 
- Acredito que foi uma decisão acertada, porque já estamos falando em volta de público, embora com 30% da capacidade, e o Atlético já está habituado a jogar no Mineirão. Se estivéssemos jogando no Independência, com a volta do público, nós não íamos continuar no Independência pra um público de aproximadamente 5 mil pessoas. Muito melhor jogar no Mineirão com 18, 20 mil. Ainda mais porque, neste momento, a gente precisa voltar a arrecadar também com bilheteria. Foram esses fatores que fizeram com que a gente decidisse escolher o Mineirão e depois permanecer lá - concluiu.
 
Apesar da relação intensa entre Atlético e Independência, que durou oito anos, o retorno ao Mineirão, neste momento, parece definitivo, até o sonho da casa própria se tornar realidade. O Galo deixou para trás os números negativos - de aproveitamento - que vinha apresentando no Gigante da Pampulha em temporadas anteriores. Voltou a se sentir dono do terreiro. E, com Sampaoli, tem no palco histórico um aliado importante para buscar o tão sonhado título brasileiro.
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