21/10/2020 às 15h46min - Atualizada em 21/10/2020 às 15h46min

Dois jovens de Caratinga são contratados por equipes profissionais de voleibol

Matheus Aguiar
Os dois jovens, Vitinho, de 16 anos e Arthur de 17 anos, receberam a oportunidade que muitas crianças e adolescentes sonham a vida toda. Eles irão jogam em equipes profissionais de voleibol e estão dando o primeiro passo rumo à carreira de atleta que eles tanto sonham. O treinador do América, Gilson Bispo, acompanhou o desenvolvimento dos garotos, e se orgulha de dizer que o empenho tanto dele quanto dos atletas, está rendendo grandes frutos.

Com apenas 17 anos, Arthur é um dos principais destaques da equipe do América e isso despertou o desejo da equipe catarinense. E ele não está indo para jogar em categorias juniores, o atleta de vôlei irá integrar já de cara a equipe profissional. Haja responsabilidade pra um jovem que dos mais de 1,90m de altura, vai carregar os ensinamentos e conselhos do professor para sempre.

O Vitinho é a outra joia lançada pelo treinador Gilson Bispo que agora também seguirá um novo rumo. Contratado por empréstimo pelo Acesita Esporte Clube, equipe de Timóteo, ele também integrará a equipe adulta, e já está sonhando com a estreia. Esse ano que parecia estar perdido, para o Vitor ganhou uma nova esperança e o trabalho empenhado não será perdido. 

O diretor de esporte do América Futebol Clube, Agnaldo Garcia, explicou que o clube tem um projeto de investimento não apenas no voleibol, mas também no futsal e no tênis. Pra ele, a sensação de dever cumprido com a transferência dos dois atletas é um incentivo para que isso seja cada vez mais comum no clube. A parceria com o setor empresarial de Caratinga é uma situação que já está sendo estudada pelo América.

O Arthur era adepto do basquete e começou a praticar o vôlei aos 13 anos. O Vitor sempre praticou futsal e há poucos anos resolveu mudar o foco. Num país com tradição no esporte, como é o Brasil, é muito comum que as crianças já comecem bem mais cedo a praticar o futebol. Os dois atletas partilham esse caminho, ambos começaram em outros esportes e só depois mudaram para o vôlei. E o que explica isso? Arthur defende que o preconceito fez com que ele demorasse a assumir a paixão pelo vôlei. Um esporte tão digno como qualquer outro, mas que devido a mentalidade retrógrada, obrigam os atletas a ter que superar mais essa barreira.
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