21/10/2020 às 16h53min - Atualizada em 21/10/2020 às 16h53min

Delegado afirma que crime foi premeditado para pagar dívida de tráfico no RJ

Fabio Teodoro
O delegado de Polícia, Glaydson de Souza Ferreira, responsável pelas investigações do latrocínio cometido contra o padre Adriano da Silva Barros, de 36 anos, afirmou que o crime foi planejado. O crime aconteceu nesta última terça-feira (13/10) e o corpo do padre foi encontrado carbonizado e com marcas de facadas na quarta-feira (14), na zona rural de Manhumirim. A vítima teve seus objetos pessoais roubados e seu carro levado para o Estado do Rio de Janeiro. No mesmo dia da localização do corpo da vítima, a Polícia Militar prendeu um autor, de 22 anos, que confessou o crime.

Na quinta-feira, durante trabalho de campo e novo interrogatório com o autor preso, a Polícia Civil obteve novas informações e elementos para traçar uma linha de investigação.

"Inicialmente restou apurado que, na verdade, esse fato foi premeditado. Houve uma reunião no sábado entre o conduzido, seu irmão e mais uma pessoa, residente em Manhumirim, para tramar esse latrocínio, ao que tudo indica. A motivação estaria ligada pelo fato de o irmão desse conduzido, oriundo do Rio de Janeiro, da Baixada Fluminense, conhecido traficante por lá, estaria devendo uma quantia de drogas em razão de ele ter sofrido um 'derrame', na linguagem policial, uma vez que ele teria perdido uma droga para a Polícia Militar lá. Em razão desse prejuízo, ele teria vindo para a região de Manhumirim para levantar esse dinheiro. Foi quando então tiveram a ideia de cometer esse assalto”.
 
Segundo a Polícia Civil, um dos autores estaria com uma dívida de tráfico no Rio de Janeiro, entre R$ 30 a 50 mil, e precisaria pagá-la ainda nesta semana.

A Polícia Civil realizou os últimos passos da vítima e localizou seus demais pertences como documentos pessoais (CPF, identidade e cartão de plano de saúde).
 
"Cabe ressaltar que, ao que tudo indica, o fato se deu na terça-feira, como já afirmado no Reds efetuado pela Polícia Militar e na quarta-feira foi quando o conduzido, querendo ocultar o corpo, tentou colocar fogo no cadáver. Ao efetuar essa ação, descobrimos também o envolvimento de outra pessoa que, ao que parece, ciente da situação, teria fornecido combustível para essa ação delituosa, já identificada. Nós estamos procedendo as devidas qualificações e diligências no que se refere a ela e estamos também na busca do veículo e dos outros dois investigados que estão no Estado do Rio de Janeiro. A Polícia Civil está atenta e estamos efetuando as diligências necessárias para a conclusão deste fato que abalou Manhumirim e região".

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