02/12/2020 às 14h52min - Atualizada em 02/12/2020 às 14h52min

DR. WELINGTON COMENTA AUMENTO DE CASOS E MEDIDAS PARA FREAR AVANÇO DO VÍRUS

Fabio Teodoro
O aumento no número de infectados e de internações por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), observado nos últimos dias, tem preocupado os moradores de Caratinga. Segundo os últimos boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, mais 117 novos casos e 5 mortes confirmadas por Covid-19 foram contabilizados entre a última sexta-feira e segunda-feira desta semana. Durante ida à TV Sistec para a gravação do programa Opinião Política Regional, nossa equipe de jornalismo conversou com o prefeito Welington Moreira, que comentou o aumento de casos de coronavírus.

“Primeiro, é bom esclarecer que esta questão do aumento dos casos de Covid-19, não diz respeito só a Caratinga. É no Brasil como um todo. Em alguns casos mais, em outros menos. E Caratinga, se formos comparar, estaria dentro daquilo que é possível, se proceder aos atendimentos. Mas, quando te leva para o atendimento da microrregião, que são mais 12 municípios, 13 com Caratinga, inclusive, alguns pertencem a duas comarcas diferentes, quatro especificamente, aí sim, acaba impactando de forma positiva no sentido da contaminação. Não só no sentido das internações”, disse.

Na manhã desta segunda-feira (01/12), segundo o prefeito, uma reunião foi realizada pelo governo municipal a fim de traçar estratégias de enfrentamento à pandemia na cidade e conter o avanço do vírus. Dr. Welington afirmou que as estratégias traçadas e definidas seriam levadas nesta tarde de segunda ao conhecimento do Ministério Público.

“Para que ele faça ou tenha a mesma a leitura que nós tivemos. Que não basta pura e simplesmente exigir que Caratinga adote medidas mais enérgicas se, na verdade, o município não é o causador do ‘inchaço’ dos casos de Covid-19. São os municípios em sua totalidade, os 13. E, Caratinga, se for tratar de forma diferenciada, nós não teríamos problema nesse sentido. Mas como você trata Caratinga juntamente com os outros 12 municípios, aí sim, nós temos uma situação relacionada às internações, que não se atingiu o teto máximo, porém, um número bem grande”, afirmou.

A retomada das barreiras sanitárias e do fechamento de praças para evitar o contágio e a disseminação da Covid-19 no município, além da fiscalização diária dos estabelecimentos, foram algumas das estratégias definidas nesta reunião.

“Por determinação minha, estas barreiras já deveriam ter sido instaladas há muito tempo ou não deveriam deixar de existir. Porque ali você tem um controle maior de moradores de outras cidades que entrariam em Caratinga. Além disso, sanitização e nós estaremos providenciando o fechamento de algumas praças para evitar aglomerações”. 

Na semana passada, após reunião do Grupo Executivo do Plano Minas Consciente e avaliação do Comitê Extraordinário Covid-19, foi sugerida para o período compreendido entre 28 de novembro até 5 de dezembro, a onda vermelha para a microrregião de Caratinga e a onda amarela para a macrorregião Vale do Aço, da qual Caratinga faz parte. Caso as ondas recomendadas sejam diferentes, a tomada de decisão sobre qual onda seguir fica a cargo do prefeito. Apesar de ser responsabilidade de cada município a decisão, o comitê estadual alertou que em algumas microrregiões o resultado indica situação crítica, como é o caso da microrregião de Caratinga. Sendo assim, foi recomendada maior cautela.
 
Dr. Welington também afirmou que não vê neste momento a possibilidade de um ‘lockdown’ ou de fechamento do comércio no município.

Nas redes sociais também foi muito debatido que a campanha eleitoral pode ter sido uma vilã na alta de contaminações por coronavírus. O movimento de políticos nas ruas pedindo votos somado ao relaxamento nos cuidados por parte da população podem ter contribuído para um aumento no registro de internações.


 

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