22/03/2019 às 23h19min - Atualizada em 25/03/2019 às 23h19min

Certo pelo duvidoso: para entrar na lista da OCDE, Brasil deve abrir mão de OMC

Durante viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos, presidente norte-americano promete apoio para que o país faça parte do grupo das economias desenvolvidas.

Matheus Aguiar

A partir dessa decisão, o Brasil pretende pular do status de país em desenvolvimento e abandonar os benefícios da Organização Mundial do Comércio (OMC) em negociações internacionais. Os acordos vão desde lealdade em concorrências à tratamentos especiais no que diz respeito à exportações.

Vale salientar, que não necessariamente o Brasil deveria abrir mão desses benefícios, uma vez que o país ainda está de fato em desenvolvimento (de acordo com os parâmetros internacionais). Na verdade, esse requerimento veio do próprio Trump, sabendo que os países que atualmente fazem parte do mesmo acordo econômico do Brasil, são mercados que não apresentam incentivos à entrada soberana dos norte-americanos.

Por outro lado, o objetivo do Brasil que é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é composta apenas por países desenvolvidos que estão distantes da realidade econômica do país e que mantém políticas que atendem aos patamares de seus interesses.

Em contrapartida, os países que já são membros podem se beneficiar unilateralmente da decisão. No caso dos EUA, por exemplo, a entrada do militarismo norte-americano pode ser eminente, uma vez que o país tem intenções de participar do conflito venezuelano.

Além disso, os EUA também insistem na luta de realizar uma reforma na OMC. Um dos grandes objetivos é impedir que países se autodenominem como países “em desenvolvimento”. Sendo assim, o estímulo à adesão do Brasil na decisão, também poderá funcionar como forma de pressionar para que outros países como China e Índia se juntem ao grupo. Sendo assim, a participação do Brasil passa a ser mais como coadjuvante na história, uma vez que o país deverá perder uma série de benefícios que vêm de nações similares à do Brasil economicamente.


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