17/12/2020 às 10h09min - Atualizada em 17/12/2020 às 10h09min

GOVERNO ANUNCIA PLANO NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA O NOVO CORONAVÍRUS

Matheus Aguiar
O plano foi apresentado às 10h da manhã, em cerimônia no Palácio do Planalto. O governador de Minas, Romeu Zema, assim como os outros representantes dos estados, esteve presente no evento. O projeto é dividido em dez eixos, que incluem o público-alvo para a vacinação; a situação das vacinas já adquiridas pelo governo e as que estão em processo de pesquisa; a operacionalização da imunização; o esquema logístico de distribuição das vacinas pelo país; e as estratégias de comunicação para uma campanha nacional. Entretanto, o documento entregue não indica data para início da vacinação.

Serão quatro fases de imunização com prioridade para grupos específicos. Na fase 1 serão vacinados os trabalhadores da área de saúde; pessoas com 75 anos ou mais e indígenas acima de 18 anos. Na segunda etapa serão imunizados os idosos entre 60 e 74 anos. A partir da terceira fase, serão vacinadas as pessoas acima de 18 anos que tenham comorbidades como diabetes mellitus, doença pulmonar crônica, doença renal, pacientes de câncer e obesidade grave. Já na quarta etapa será a vez dos professores de todos os níveis, membros das forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional. O Ministério da Saúde estima que os grupos prioritários somam mais de 50 milhões de pessoas, e para isso serão demandadas 108,3 milhões de doses de vacina, incluindo uma margem de perdas de 5%.

Segundo o plano, o governo federal já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio de três acordos: Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses até julho de 2020 e mais 30 milhões de doses por mês no segundo semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses); Pfizer (70 milhões de doses ainda em negociação). Até agora, nenhum imunizante está registrado e licenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), etapa prévia obrigatória para que a vacinação possa ser realizada. De acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a parceria com outras pastas e também com empresas privadas está sendo fundamental para o planejamento. 

Para operacionalizar a campanha nacional de vacinação, o plano do governo prevê capacitação dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e também um esquema de recebimento, armazenamento, expedição e distribuição dos insumos, que são o próprio imunizante, além das seringas e agulhas. O governo federal estima que já gastou quase R$ 4,7 bilhões na aquisição de doses, seringas, agulhas e no custeio da logística. O SUS foi pauta em todas as falas e extremamente elogiado por sua atuação durante a pandemia no Brasil.

A obrigatoriedade da vacinação ainda está sendo julgada pela justiça. Em momentos anteriores, o presidente Jair Bolsonaro se disse contra essa medida, e afirmou que inclusive não irá tomar a vacina. Entretanto, durante a cerimônia, o chefe do executivo nacional fez questão de afirmar a inviolabilidade dos protocolos da ANVISA, garantindo que a imunização será feita de forma segura.



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