23/12/2020 às 09h10min - Atualizada em 23/12/2020 às 09h10min

SAFRA DO CAFÉ QUEBRA RECORDE HISTÓRICO EM 2020. E MINAS GERAIS É O PRINCIPAL PRODUTOR

Matheus Aguiar
O aumento foi 27,9% sobre a colheita de 2019 e de 2,3% sobre o recorde anterior, de 2018 (61,7 milhões de sacas). A área colhida aumentou 3,9%, situando-se em 1,88 milhão de hectares. Além da bienalidade positiva do café arábica, o clima também contribuiu para o desenvolvimento das lavouras, sobretudo do arábica.

O maior produtor de café é Minas Gerais, com 34,65 milhões de sacas e crescimento de 41,1% no comparativo com 2019, graças principalmente ao arábica que responde por mais de 90% do café do estado. O Espírito Santo, em segundo lugar, produziu neste ano 13,96 milhões de sacas, com redução de 12,41%.

O diretor de Política Agrícola da CONAB, Sérgio de Zen, explicou como foi possível esse número mesmo diante da pandemia.

Em novembro, as exportações brasileiras de café foram recordes. O aumento foi de 32% sobre o mesmo mês de 2019, com o embarque de 4,3 milhões de sacas (60 kg), considerando-se a somatória de café verde, solúvel e torrado/moído. De julho a novembro, foram 19,8 milhões de sacas, o que representa aumento de 15% sobre 2019.

Com o dólar valorizado, o café brasileiro se tornou ainda mais competitivo no mercado internacional e as vendas antecipadas ganharam ritmo. Levantamentos da Conab indicam que, em novembro, cerca de 74% da produção da safra 2020/21 já se encontrava comercializada, enquanto que em igual período de 2019 e na média dos últimos cinco anos, essas porcentagens eram de, respectivamente, 71% e 69%.

Para o próximo ano, a estimativa de produção não é tão boa, principalmente pelo atraso nas chuvas e pela redução no volume percebido na fase de floração do café. 

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