18/01/2021 às 08h34min - Atualizada em 18/01/2021 às 08h34min

Afinal, o que muda com as novas regras impostas pelo WhatsApp?

Equipe Tecmundo
Tecmundo
Muito se tem falado quanto às mudanças que estão por acontecer nas regras de privacidade e compartilhamento do WhatsApp. Mas afinal, você sabe o que efetivamente muda?
 
Primeiro, é importante esclarecer que, de acordo com a empresa de aplicativo de troca de mensagens, as novas regras irão afetar "apenas as mensagens enviadas para contas empresariais no WhatsApp". Ou seja, as informações enviadas entre contas não corporativas não teriam qualquer mudança.
 
Um segundo ponto é: quais seriam as informações compartilhadas? Informações como nome, telefone, sua agenda de contatos, modelo do telefone, operadora, IP (que permite identificar sua localização), fotos, status, dentre outros. No entanto, é importante ressaltar que as mensagens e chamadas do aplicativo ainda são criptografadas de ponta a ponta, e por isso, nem o WhatsApp, nem o Facebook, podem acessar diretamente o conteúdo das conversas.
 
Obrigar os consumidores a aceitar os novos termos impostos?
 
As mudanças devem ocorrer a partir de 8 de fevereiro e aqueles que não concordarem com os novos termos têm a opção de não continuar utilizando os serviços do aplicativo. A pergunta que fica é: poderia o WhatsApp fazer isso?
 
Pois bem, a discussão ainda é grande: a Lei que dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações contra a ordem econômica prevê que pode incorrer em crime as empresas que dificultem ou rompam a continuidade ou desenvolvimento de relações comerciais em razão de recusa da outra parte em submeter-se a cláusulas e condições comerciais injustificáveis. Ou seja...
 
A postura do WhatsApp poderia ensejar em crime e, por isso, não deveria ser mantida
 
Além disso, temos nosso código de defesa do consumidor, que veda qualquer relação considerada abusiva.
 
Importante ressaltar que trouxemos aqui apenas parte essencial da lei para entendimento do problema em questão. O fato é que nossos representantes (como Ministério Público e órgão de defesa do consumidor) deverão se manifestar e brigar pela busca a efetivação de nossos direitos.

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