17/03/2021 às 09h11min - Atualizada em 17/03/2021 às 09h11min

Ipatinga e Coronel Fabriciano não aderem às medidas restritivas da Onda Roxa

Veja como ficam as cidades do Vale do Aço após determinação de inclusão na onda roxa

G1 Vales de Minas Gerais

O governador Romeu Zema divulgou, nessa segunda-feira (15), a decisão de incluir todas as regiões do estado na onda mais restritiva do programa Minas Consciente, denominada de onda roxa. A medida começa a valer a partir desta quarta-feira (17).
 
Segundo o governador, os municípios são obrigados a adotarem essa determinação que, entre as restrições, inclui o funcionamento apenas de serviços essenciais e toque de recolher de 20h às 5h.
 
Veja como fica em cada município do Vale do Aço:
 

Ipatinga

De acordo com a Prefeitura de Ipatinga, o município aguarda a publicação do decreto para definir a postura que será adotada na cidade. A partir disso, equipes técnicas e jurídicas da prefeitura farão a análise do documento.
 
“Apesar de sempre defender e prezar pelo funcionamento do comércio e serviços, das atividades econômicas de um modo geral, procurando conciliar a proteção à saúde com a preservação de emprego e renda na cidade, diante do quadro de agravamento dos níveis de ocupação das UTI's nas mais diversas regiões de Minas Gerais, a administração municipal se compromete a analisar criteriosamente a decisão do Estado, sendo que as nossas decisões, quando anunciadas, serão sempre levando em conta os interesses maiores da coletividade, sem privilégios ou corporativismos, buscando soluções que sejam as menos penosas e menos traumáticas para todos”, disse em nota.
Ainda segundo a prefeitura, o município conta com 11 novos respiradores e aguarda a disponibilização de mais de 20 leitos de UTI. Nas redes sociais, o prefeito Gustavo Nunes publicou que seguia para Brasília para buscar credenciamento de novos leitos para a saúde.
 
Na noite desta terça-feira, o prefeito de Ipatinga publicou nas redes sociais que o município não foi notificado da decisão do estado e que, portanto, não irá adotar as medidas restritivas da onda roxa.
 
"Oficialmente, até o momento não fomos notificados da publicação da decisão do governador, Romeu Zema, sobre a inclusão do Estado inteiro na onda roxa. Portanto, em Ipatinga permanece em vigor o decreto municipal 9.607/21. Continuamos no aguardo da decisão oficial do Estado para posterior análise e direcionamento do caminho a seguir em nosso município", publicou.
 

Coronel Fabriciano

A Prefeitura de Coronel Fabriciano ainda não decidiu se irá adotar as medidas da onda roxa. Segundo o município, o Executivo ainda não foi notificado pelo governo estadual, obrigando o cumprimento de adesão às novas determinações.
 
“Portanto, o município continuará seguindo o Decreto 7.510/2021, que estabelece as normas para conter o contágio da Covid-19 na cidade. O Município frisa que a decisão cabe ao Prefeito, não ao Governador, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na RCL 42.591, que devolveu a autonomia e competência aos municípios para adotar decisões de política públicas de saúde no combate ao Coronavírus”, explicou a nota enviada pela prefeitura.
Antes do pronunciamento do governador, o Comitê de Gestão de Crise do Município e Enfrentamento à Covid-19 de Coronel Fabriciano havia afirmado, na última quarta-feira (10), que não irá aderir à onda roxa. A decisão foi tomada com base nos dados epidemiológicos, estrutura da rede de saúde e ações em curso, além de evidências científicas.
 
No dia, o prefeito havia dito que “lockdown não vai resolver o problema, a vacinação em massa sim, sobretudo, dos grupos prioritários”.
 
Durante uma live nas redes sociais, o prefeito confirmou que não vai aderir à onda roxa e disse que o "sistema de saúde é que determinará o fechamento da cidade ou não".
 

Timóteo

Durante um pronunciamento nas redes sociais, o prefeito Douglas Willkys afirmou que o município irá aderir à onda roxa do programa Minas Consciente. Nesta terça-feira (16), haverá reunião do comitê da Covid-19 que deve validar a decisão do município de seguir a orientação do estado.
 
“Está chegando em um ponto em que Minas Gerais não terá onde colocar seus doentes. Então, não vai ter onde internar as pessoas que precisam. Para evitar que a gente tenha pessoas morrendo nos corredores dos hospitais, sem ter o atendimento, essa medida eu entendo como necessária. Digo isso com uma tristeza muito grande, porque sabemos das dificuldades que ela impõe, principalmente àquelas pessoas que precisam trabalhar. Mas digo com conhecimento de causa de quem tem recebido ligações já de algumas pessoas, que solicitam apoio para que determinado parente ou pessoa que tem algum convívio, não seja transferido para região mais longe, que tenha um atendimento mais próximo à nossa região. Porém, esse atendimento, às vezes, não é possível. Não apenas o nosso município chegou ao seu limite, mas os municípios vizinhos também”, explicou o prefeito em uma live.
Nesta terça, a Secretaria de Educação do município divulgou que estendeu o recesso escolar até o fim de março. De acordo com o município, a adesão à onda roxa e o estrangulamento do sistema de saúde determinaram a suspensão das aulas por mais sete dias.
 

Santana do Paraíso

A Prefeitura de Santana do Paraíso informou que irá preparar medidas mais duras de enfrentamento à pandemia, ainda nesta terça-feira. Entre elas, está a proibição da locação de sítios e chácaras pelos próximos 21 dias.
 
“O Departamento Jurídico da Prefeitura entende que o Decreto da Onda Roxa, do governo de Minas, se sobrepõe às legislações municipais, e esse também tendo sido o entendimento das decisões do STF. E, sendo decretado pelo governador, o município de Santana do Paraíso irá acatar. Inclusive, há um diálogo constante com os demais prefeitos da região, para que as medidas tomadas surtam efeito em conjunto”, explicou a nota.

 

Veja as medidas impostas na onda roxa:

 
Funcionamento apenas do serviço essencial
Suspensão de cirurgias eletivas
Restrição de circulação de pessoas (só poderão sair de casa para atividades essenciais)
Toque de recolher das 20h às 5h e aos finais de semana
Proibição de pessoas sem máscara em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado
Proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe, a menos que estejam indo para consulta médica
Proibição de eventos públicos ou privados
Proibição de reuniões presenciais, inclusive entre parentes que não morem na mesma casa
Implantação de barreiras sanitárias de vigilância
Fechamento de bares e restaurantes (funcionamento apenas por delivery)

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