26/04/2021 às 15h59min - Atualizada em 26/04/2021 às 15h59min

Caratinga contesta classificação do município na onda vermelha

A administração municipal contestou que, de acordo com o relatório técnico, a microrregião de Caratinga apresenta indicadores para estar na Onda Amarela

(Foto: divulgação/ Prefeitura de Caratinga)
Na última sexta-feira (23), a Prefeitura de Caratinga publicou um documento contestando o Governo do Estado Minas Gerais o porquê de todas as microrregiões do Vale do Aço terem sido promovidas à Onda Vermelha. A administração municipal contestou que, de acordo com o relatório técnico, a microrregião de Caratinga apresenta indicadores para estar na Onda Amarela.

O documento de contestação foi encaminhado pela Secretaria de Saúde de Caratinga ao Governo do Estado, a Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano e ao Centro de Operações de Emergência em Saúde, COES. Agora, a pasta local aguarda um posicionamento dos órgãos responsáveis pela deliberação do Minas Consciente.

Segundo o documento, na avaliação do COES, feita no dia 22 de abril, a microrregião de Caratinga deverá ir para a Onda Vermelha. Porém, os indicadores levantados pela Superintendência Regional de Saúde encaminham a microrregião de Caratinga para a Onda Amarela. O documento aponta que os casos confirmados de Covid-19 e as notificações de registros suspeitos no município estão em queda.




Conforme o documento, uma das considerações é que a micro de Caratinga apresenta a microrregião de saúde com mais leitos disponíveis de Covid-19 no estado de Minas Gerais, sendo que, são 120 leitos de UTI Adulto, cinco de UTI pediátrico e 20 leitos de enfermaria. No último dia 15 de abril, houve a expansão de mais 15 novos leitos de UTI Adulto. Os dados do dia 22 de abril apontaram que dos 125 leitos de UTI, 82 estavam ocupados e os de enfermaria apresentavam uma taxa de ocupação de 70%.

Por fim, o documento ressalta que Caratinga em nenhum momento da pandemia apresentou colapso no atendimento nas unidades básicas de saúde, no serviço de urgência e emergência da UPA microrregional e no CASU – Hospital Irmã Denise. Mas deixa claro que se houver alteração no cenário que incide no aumento de casos suspeitos, confirmados e internação de pacientes com Covid-19 e demais fatores determinantes no impacto do atendimento hospitalar na região, a posição poderá ser reavaliada.
 
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