04/06/2021 às 16h58min - Atualizada em 04/06/2021 às 16h58min

Casos de pessoas escravizadas aumentam durante a pandemia

Só em Minas Gerais, 351 pessoas foram resgatadas no ano passado

(Foto: reprodução)
Mais de 55 mil pessoas foram resgatadas de condições análogas a de escravos no Brasil nos últimos 25 anos. Em 2020, foram mais de 900 resgates. O problema se repete principalmente no campo, mas não só lá. A exploração está espalhada pelo país e quem fiscaliza o trabalho escravo diz que a pandemia piorou a situação. Só em Minas Gerais, 351 pessoas foram resgatadas no ano passado.

Os números de exploração são de observatórios criados pelo Ministério Público do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, a OIT.

Em 2020, foram mais 900 pessoas resgatadas. A maioria dos casos no campo. 17% das vítimas estavam em atividades de produção florestal; 15% no cultivo do café e 10% na criação de bovinos. Na indústria e serviços, atividades mais urbanas, 10% foram encontradas no comércio varejista; 7% na montagem industrial e 5% na construção civil.




As cidades com mais pessoas resgatadas desde 1995 ficam no Pará e no Maranhão. Já no ano passado, houve mais resgate em Minas Gerais, Distrito Federal, Pará, Goiás e Bahia. Os especialistas da área alertam que casos assim podem aumentar ainda mais com a pandemia.

Além do aumento do trabalho em condições análogas à escravidão, o balanço do Ministério Público também mostra o crescimento do uso de menores na exploração sexual. O número de vítimas, crianças ainda, foi 46% maior em um ano.

As denúncias envolvendo trabalho escravo podem ser feitas pelo Disque 100 e pelo site do Ministério Público do Trabalho:
https://mpt.mp.br/ .

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