12/07/2021 às 09h57min - Atualizada em 12/07/2021 às 09h57min

Empresas brasileiras registram aumento e maior risco de ransomwares

Nilton Kleina
Tecmundo
A empresa de cibersegurança Sophos lançou um novo estudo sobre os desafios recentes que empresas de todo o mundo encaram em relação a ameaças digitais. Em geral, o relatório “The IT Security Team: 2021 and Beyond” mostra que os ataques da modalidade ransomware estão cada vez mais perigosos e frequentes — e que muitas companhias não estão prontas para lidar com esse tipo de ameaça.
 
Ao todo, foram entrevistados 5.400 membros de equipes de TI de 30 países espalhados pelo mundo, levando em conta apenas empresas de médio porte.
 
Resultados preocupantes
 
Considerando apenas os participantes brasileiros, 38% dos entrevistados relataram que foram atingidos por um ransomware nos últimos 12 meses — deixando o país próximo da média global na categoria.
 
Além disso, o fator pandemia parece ter gerado um aumento nos golpes: 64% das empresas brasileiras entrevistadas notaram um aumento nos ataques cibernéticos em 2020. Isso torna o Brasil o terceiro país no mundo que mais teve aumento observado em cibercrimes, ficando atrás de Turquia (82%) e Suécia (80%).
 
Outro ponto importante é que os ataques estão mais elaborados e, para 53% das empresas brasileiras, as próprias equipes de TI não seriam capazes de bloquear sozinhas todas as ameaças.
 
Pagar ou não pagar?
 
O relatório indica ainda que o valor médio de pagamento de resgate em caso de ransomware no Brasil é de US$ 570 mil dólares (R$ 2,8 milhões, em conversão direta de moeda). Essa é uma prática não recomendada por especialistas, já que fortalecem a ação criminosa e não são uma garantia de recuperação dos dados, mas acontece em diversos casos.
 
Porém, há outro lado nessa história: o custo do impacto de um ransomware que tranca sistemas inteiros e paralisa atividades de empresas pode chegar a US$ 800 mil dólares (R$ 4 milhões).
 
No caso de empresas de grande porte, que não foram compreendidas na pesquisa, os números são muito maiores: a JBS, por exemplo, pagou R$ 55 milhões para destravar sistemas em junho de 2021. O ataque suspendeu por vários dias algumas atividades da marca.

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