23/08/2021 às 17h03min - Atualizada em 23/08/2021 às 17h03min

Operação Maria da Penha visa enfrentar violência doméstica contra a mulher

Ação foi lançada em Caratinga e vai durar um mês

(Foto: Miguel Bráz/ TV SISTEC)
A Praça Getúlio Vargas, mais conhecida como ‘Praça do Relógio’, foi o cenário escolhido para o lançamento da Operação Maria da Penha, na manhã desta segunda-feira (23). A ação conta com o envolvimento de vários órgãos como Polícias Civil e Militar, Ministério Público e Corpo de Bombeiros Militar.

Condutores que passavam pelo local eram abordados pela equipe do CREAS e recebiam um panfleto informativo sobre a campanha. A operação é a nível nacional. Hoje, também, é celebrado o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio.

Durante um mês, serão realizadas atividades para reforçar a conscientização da população acerca da violência contra a mulher. O tema requer uma atenção das autoridades envolvidas.




Em Caratinga, existe a PPVD, Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica, que é coordenada por policiais militares. É um serviço que presta atendimento as mulheres vítimas de agressões e violência. As mulheres recebem as visitas da equipe, que apresenta o serviço.

No município, além da PPVD, outros órgãos oferecem acompanhamento tanto para as mulheres vítimas de violência quanto para os agressores como: a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica, que inclui a Polícia Militar, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social, o CREAS, a Secretaria de Defesa Social, Delegacia da Mulher, Ministério Público e Judiciário.

DADOS

Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, nos últimos três anos, houve aumento nos casos mulheres vítimas de violência doméstica. Só em 2018, foram 147.494 registros. Em 2019, o número de casos chegou a 150.972. No ano passado, o órgão contabilizou 145.271. Já em 2021, até junho, foram registrados 70.450 casos.

Em relação aos feminicídios, de acordo com os dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2020, o Brasil registrou 3.913 homicídios de mulheres, dos quais 1.350 foram configurados como feminicídio. Ainda conforme a organização, os feminicídios representam a média de 34,5% do total de assassinatos de mulheres.

Em números absolutos, Minas Gerais soma 148 feminicídios, perdendo para São Paulo e ficando à frente de três estados: Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

As denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas por qualquer pessoa que presenciar ou desconfiar da ação pelo número 180.
 

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