26/08/2021 às 17h43min - Atualizada em 26/08/2021 às 17h43min

Ministério da Saúde confirma dose de reforço para começar na metade de setembro



Está definido: a partir da segunda quinzena de setembro os postos deverão começar a distribuir doses de reforço. O público alvo são os idosos acima dos 70 anos, e indivíduos imunossuprimidos, seja por causas congênitas ou adquiridas ao longo da vida. Durante entrevista coletiva concedida na última quarta-feira, foi informado ainda que o processo vai iniciar nos asilos.

A dose de reforço, e não terceira dose como se tem dito, será administrada independe da vacina que o paciente começou o esquema. Isto é, mesmo para quem tomou dose única, no caso da Janssen. Será preciso respeitar apenas o prazo de 28 dias desde a última agulhada.

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tudo indica que, para isso, será utilizada exclusivamente a vacina da Pfizer.

A decisão foi tomada num momento em que o sistema de saúde reduziu sua carga de demanda por internações. Um cenário que vem se consolidando há mais de dois meses. Porém, mesmo com uma queda em média de 60% no número de casos e de óbitos, a chegada da variante Delta preocupa, e é o principal fator que motiva a dose de reforço.

Já foram adquiridas mais de meio bilhão de doses. A metade desse montante chegou aos municípios e cerca de 70% dos adultos recebeu a primeira dose. Por outro lado, apenas 35% dessas pessoas tomou as duas doses.
Afim de acelerar esse processo, foi anunciada ainda a redução o intervalo entre as doses das vacinas Pfizer e AstraZeneca, com o objetivo de alcançar uma maior imunidade da população. Com isso, a expectativa é de que toda a população adulta, até o final de outubro, já tenha recebido as duas doses.

Em Caratinga a imunização completa está abaixo da média nacional. De acordo com o Vacinômetro do Estado, apenas 26% das pessoas recebeu a segunda dose. Durante a coletiva, o ministro afirmou reiteradamente que os Estados e municípios não devem ficar adiantando a idade utilizando todo o estoque de segunda dose. Deixando na mão quem precisa completar seu cartão de vacina.

Segundo ele o país precisa avançar de maneira unânime, e não com um ou outro interesse político.
Portando, caso a AstraZeneca esteja em falta, no momento em que completar o prazo de 12 semanas para a segunda dose, a pessoa pode exigir do posto de saúde que seja fornecida a da Pfizer.

Por fim, Queiroga disse ser contra qualquer medida coercitiva durante o enfrentamento desta pandemia. Seja no uso de máscara, seja na busca pelos postos de saúde para tomar a vacina. Ele ressaltou que a conscientização deve ser o caminho para solucionar esses problemas.

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