21/09/2021 às 18h00min - Atualizada em 21/09/2021 às 18h00min

Suspeito de envolvimento em homicídio no Morro da Antena se apresenta à Polícia Civil

Divulgação/PCMG
O suspeito de envolvimento no homicídio ocorrido na rua Iapu, no Morro da Antena, em Caratinga, na última sexta-feira (17/9), se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, nesta tarde de segunda-feira (20). O envolvido, de 26 anos, foi até a delegacia para prestar depoimento acompanhado de seu advogado, Alan Gustavo.
 
Em entrevista à imprensa, o advogado de defesa disse que o suspeito foi liberado e vai responder ao inquérito policial em liberdade.
 
"Vale a pena trazer a mensagem dele. Esse senhor, que se apresentou na data de hoje, trabalha diuturnamente para cuidar de sua família e, além de se dedicar à sua profissão, ele também é digital influencer. Ele cometeu o crime de homicídio e na tarde de hoje decidiu se apresentar espontaneamente à autoridade policial e se colocar à disposição da Justiça", informou o advogado de defesa.
 
A vítima do homicídio foi Luiz Henrique Pereira de Souza, de 23 anos, morto com um tiro nas costas. "Ele [suspeito] foi acordado no dia dos fatos pela esposa e ela contou que o pai dele havia sido roubado naquela madrugada e estava machucado. E que o pai dele estava sendo ameaçado de morte pelo autor do roubo. Ele ficou desesperado com a situação e foi até a casa do pai, constatando que realmente ele tinha sido roubado e estava machucado. Então, ele identificou a pessoa desse roubo, que também era moradora do bairro. Ele foi até a casa desse indivíduo com o intuito de pedir que o mesmo não ameaçasse o pai dele ou que levasse adiante a ameaça de morte. Então, ele encontrou essa vítima de homicídio e iniciou um diálogo: 'olha, o roubo está consumado, mas não leve adiante essa questão da ameaça'. Explicou que tinha chamado a polícia e eles tiveram um desentendimento, quando a vítima do homicídio reafirmou a ameaça. Nesse momento de desespero, de violenta emoção, ele efetuou um único disparo que, infelizmente, ceifou a vida da vítima", detalhou o advogado.
 
Ainda de acordo com o advogado, a arma de fogo que teria sido usada no crime também foi entregue à polícia espontaneamente pelo suspeito. "Nós vamos tentar demonstrar para o Judiciário que o autor do homicídio agiu sob violenta emoção. Ele foi ameaçado pela vítima e, além disso, a vítima era contumaz em crimes na cidade. Inclusive, estava cumprindo pena em regime domiciliar. O que aumentou o temor do autor do homicídio com o que pudesse lhe acontecer e à sua família, uma vez que a vítima do homicídio conhecia toda a rota da família do meu defendido e dele próprio. É importante destacar que o defendido não possui passagens pela polícia e sequer foi abordado por policiais anteriormente", finalizou Alan.

 

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