23/09/2021 às 10h11min - Atualizada em 23/09/2021 às 10h11min

PESQUISA APONTA QUE FAMÍLIAS DE RENDA BAIXA SOFREM MAIS COM A INFLAÇÃO

Uma música já dizia que no Brasil, enquanto o rico fica mais rico, o pobre se torna ainda mais pobre. Na prática, as pesquisas de mercado têm confirmado essa tendência. Um estudo analisou os preços de itens da cesta básica e verificou que, proporcionalmente, as famílias de renda baixa estão sofrendo mais com a inflação na pandemia. 

Uma pesquisa conduzida em agosto pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que, enquanto a inflação das famílias de renda baixa e muito baixa apontou alta de quase 1% a das famílias no estrato superior de renda apresentou variação mais amena. Se para a classe alta brasileira o setor de transportes é o maior impacto na carteira, os grupos de renda mais baixa sofrem para garantir produtos mais básicos, como a alimentação. 

As famílias de renda baixa e média-baixa são também as que apresentam as maiores taxas de inflação (5,9%) em todo o acumulado deste ano. Em 2021, essa crise é pressionada, principalmente, pelas variações de 16,6% dos alimentos no domicílio, de 21,1% da energia elétrica, de 31,7% do gás de botijão e de 5,6% dos medicamentos.

Além disso, quase um terço da população (28,5%) brasileira ficou sem renda durante esse ano. Mesmo aqueles que conseguiram manter o emprego, de acordo com a pesquisa, sentiram uma queda de 3,2% nos salários. Tudo indica que esse cenário de desvalorização da moeda nacional deve se acentuar, já que a subserviência ao mercado internacional também vem contribuindo para o aumento de preços dos produtos internos. Alguns alimentos chegaram a dobrar de valor neste ano. 


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