04/10/2021 às 10h07min - Atualizada em 04/10/2021 às 10h07min

DESEMPREGO CAI 1% NO BRASIL, MAS QUASE METADE DOS TRABALHADORES ESTÃO NA INFORMALIDADE

Após um aumento recorde desde o fim do ano passado, o desemprego finalmente apresentou queda no Brasil. No trimestre passado, as atividades informais abriram espaço para mais de 5 milhões de trabalhadores. Um patamar histórico alcançado durante essa crise econômica. 

A taxa de desocupação ficou em 13,7% no trimestre fechado em julho, uma redução de 1,0 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril. Isso corresponde a 14,1 milhões de pessoas na fila em busca de um trabalho no país. Os dados são de uma pesquisa divulgada pelo IBGE, que ainda confirma que a atividade com maior crescimento foi o setor de construção. Mas o estudo mostra que a precarização das relações trabalhistas tem sido o principal motivador da redução no desemprego.  

O João de Oliveira trabalha como mototaxista há pouco mais de um ano, e começou justamente na época em que muitas empresas do setor abriram na cidade. Segundo ele, muitas pessoas encontraram na profissão uma alternativa para os empregos formais.  

Ele explica que a empresa atua como uma associação, em que não há aquela relação clássica de funcionário e patrão. Na verdade, ele e mais um sócio rateiam as despesas do ponto, e repassam parte dos custos para os outros seis mototaxistas que dividem o local. 

Mesmo sem seguir a burocracia trabalhista, para João, a informalidade não impede que os mototaxistas arquem com sua própria previdência. 

Em um ano, o número de empregados no setor privado sem carteira (10,3 milhões) aumentou 19,0% ou 1,6 milhão de pessoas. Já o trabalho doméstico (5,3 milhões) cresceu 16,1%. No mesmo período, o trabalho por conta própria manteve a trajetória de crescimento e atingiu o patamar recorde de 25,2 milhões de pessoas. Muitas delas, inclusive, conseguindo rendimentos maiores que a média nacional. João conta que a atividade de mototaxista pode render mais que o dobro do salário mínimo. Com corridas a partir de R$5,00, em média, ele consegue ganhar entre R$ 180 e R$ 300 por dia de serviço.

O mototaxista acredita que, embora o serviço sofra algumas críticas, é bem aceito em Caratinga, já que o celular nunca para de chamar e o número de clientes vêm só aumentando.


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