14/10/2021 às 17h30min - Atualizada em 14/10/2021 às 17h30min

Acusados pelo morte do jovem Fagner durante baile funk em Caratinga vão a júri popular

Fagner foi morto com um tiro no peito no dia 6 de dezembro do ano passado

Fagner tinha 19 anos e foi morto com um tiro durante uma festa de baile funk (Foto: Arquivo pessoal)
Os dois acusados de envolvimento na morte do jovem Fagner de Moura Rocha, de 19 anos, foram a júri popular, nesta manhã de quinta-feira (14/10), no Fórum Desembargador Faria e Sousa, em Caratinga. Portando cartazes com frases pedindo por justiça, os familiares da vítima se concentraram em frente ao fórum em um ato silencioso.


Familiares de Fagner se manifestaram de forma silenciosa na porta do Fórum nesta manhã de quinta-feira (Foto: Miguel Bráz/ TV SISTEC)

Fagner foi morto com um tiro no peito durante um baile funk em uma propriedade localizada na estrada do Aeroporto, na zona rural de Caratinga. O crime aconteceu no dia 6 de dezembro do ano passado.

“Peço a Deus que toque nos corações dos jurados e que eles façam justiça porque meu filho era um menino bom, trabalhador e não mexia com ninguém. Eles [acusados] mataram meu filho covardemente. Eu quero que eles paguem por isso”, expressou Maria das Graças Ferreira, mãe de Fagner.

A morte do filho mudou a vida de Maria das Graças. Desde que o Fagner foi assassinado, ela convive com a dor de uma perda irreparável.




“Estou sentindo uma dor tão grande que ninguém sabe o tanto que deixei de viver assim que meu filho foi pro cemitério. Eu não desejo isso para mãe nenhuma. É uma dor tão grande que eu choro dia e noite, e peço muito a Deus para que a justiça dos homens e a de Deus seja feita”, disse emocionada.

Os réus acusados pela morte de Fagner são: Gabriel Richard Araújo de Oliveira e Jonas Batista da Silva, vulgo Joninha, ambos de 20 anos.

Segundo o Ministério Público, consta no inquérito policial que o acusado Gabriel estava dentro de um banheiro unissex e teria flertado com a namorada da vítima. Ao presenciar o ocorrido, a vítima agarrou a namorada pelo braço e a retirou do banheiro. Gabriel teria ficado descontente com o ato de Fagner e entregue um revólver calibre 32 para o amigo dele, o acusado Jonas, para matar a vítima. Quando o Fagner retornou ao banheiro e aguardava um amigo na porta, os denunciados se posicionaram em frente à vítima e, de forma inesperada, o acusado Jonas encostou a arma no peito de Fagner e efetuou um disparo.

Os réus foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa de Gabriel trabalhou com a tese da negativa de autoria e a de Jonas apresentou a tese de legítima defesa putativa.
 

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