29/10/2021 às 13h57min - Atualizada em 29/10/2021 às 13h57min

MAIS DE UM MILHÃO DE PESSOAS ESTÃO TRABALHANDO EM APLICATIVOS VIRTUAIS NO BRASIL

Desde o início desta era digital, muitas especulações foram feitas sobre as mudanças nas profissões. O que não se imaginava, era que as próprias empresas passassem a ser virtuais. É isso que vem acontecendo com os aplicativos, que neste ano, já empregam mais de um milhão de brasileiros. Para falar sobre esse assunto, convidamos o chefe Gustavo Alves, que é gastrônomo e empresário no setor alimentício. 

Aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores em atividade no setor de transporte no Brasil estão inseridos na chamada Gig economy. Esse termo se refere às relações entre funcionários e empresas que contratam mão de obra para realizar serviços esporádicos e, principalmente, sem vínculo empregatício (tais como freelancers e autônomos). O maior exemplo dessa modalidade de trabalho são os aplicativos. Um estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que a maior parte dessas pessoas estão trabalhando na entrega de mercadorias, sobretudo do setor de alimentação. 

Gustavo é empresário e chefe de cozinha e viveu a experiência de passar de um restaurante com atendimento presencial, para entrar de vez no mercado do delivery. Atualmente, ele trabalha com três cozinhas diferentes em Caratinga. O restaurante Dona Ló: self servisse de comidas caseiras, o GuPoke: que vende saladas havaianas e a hamburgueria. Ele conta que essas novas frentes surgiram sobreviver à crise econômica que o país passa durante a pandemia.

O empresário estudou gastronomia em Vila Velha, no Espírito Santo. E após retornar para Caratinga, se deparou com uma cidade ainda pouco experiente nesse mercado. Porém, o último ano representou aumento surpreendente nos serviços de alimentação.

Um dos atrativos desse mercado de delivery, é a redução nos custos de produção, que vão desde o enxugamento no quadro de funcionários, até a diminuição do espaço físico.

E hoje, a maior parte dos restaurantes aderiu ao delivery e, ainda, se incluiu nessa Gig Economy dos grandes aplicativos de entrega. Isso porque, na internet, essas gigantes são vitrines que conectam as empresas a muitos clientes, e faz isso de maneira personalizada. Entretanto, existem custos para isso. 

A maior parte desses trabalhadores da Gig Economy ainda estão nos grandes centros, como mostra a pesquisa. Porém, os aplicativos já estão de olho no interior e ainda pretendem dominar os serviços de entrega para as empresas. 

Mas, conforme explica o chef Gustavo Alves, é preciso lembrar que esses aplicativos cobram pelo serviço. Já que hoje em dia esse mercado virtual está dominando o consumo, muitas vezes esquecemos que o cliente paga por esse conforto. Por isso, o empresário investe em atrativos nos seus próprios canais de comunicação, mostrando para o consumidor que a compra por lá pode ser mais interessante.  

Levar a experiência do restaurante para a casa das pessoas realmente se tornou tendência. Tanto que o gastrônomo ainda faz o serviço de home-chefe, em que, basicamente, compra os ingredientes e executa o menu na cozinha do cliente. Gustavo conta que o empresário moderno precisa estar sempre estudando o mercado.  


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