03/01/2022 às 11h25min - Atualizada em 03/01/2022 às 11h25min

ESPECIALISTA APONTA PARA OS RISCOS DO COMPORTAMENTO SUICIDA EM PESSOAS COM TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS

A pandemia de COVID-19 trouxe inúmeros impactos em diversas áreas da vida humana. Uma das mais afetadas, a saúde mental, têm sido amplamente trazida ao debate. Mesmo assim, o Brasil ainda é o oitavo país com maior número de suicídios, uma situação preocupante e que precisa ser olhada com responsabilidade. 

Marcada por forte estigmatização e preconceito, a temática do suicídio pode e deve ser discutida para uma valorização efetiva da vida. O professor do Departamento de Psicologia da UFMG, Maycon Teodoro, alerta para as características do comportamento suicida, fatores que podem potencializar o risco. Além disso, o especialista ainda afirma que muitas concepções sobre o tema não passam de mitos que atrapalham o processo de identificação do problema. 

A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos. Para cada morte, estima-se haver pelo menos vinte tentativas. A ingestão de drogas, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global. 

Dados compilados pela empresa Azos indicam que, entre 2014 e 2019, o número de suicídios no Brasil aumentou em 28%. No período, segundo o levantamento, as pessoas que tiraram a própria vida passaram de 9,7 mil para 12,4 mil. Entre jovens de 11 a 20 anos, houve um aumento de casos de 49,6% no período. No entanto, a maior incidência de mortes por suicídio está na faixa etária que vai de 21 a 30 anos.

Se você conhece alguém que está passando por um momento difícil, ofereça ajuda e nunca ignore esse risco. 


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