03/01/2022 às 11h27min - Atualizada em 03/01/2022 às 11h27min

ABAIXO ASSINADO SUGERE A PROIBIÇÃO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO EM CARATINGA

Os fogos de artifício costumam brilhar nas festas de fim de ano. Porém, essa diversão é, na verdade, uma enorme dor de cabeça para muitas pessoas. Além disso, os animais também sofrem com esse barulho e alguns podem chegar a morrer por conta do susto. Em Caratinga, foi criada uma iniciativa popular sugerindo a proibição da soltura dos foguetes.

Durante esse ano, a queima de fogos fez parte de diversas comemorações na cidade. Mais recentemente, por conta das vitórias de um time de futebol mineiro em competições esportivas e também na festividade de Natal. E foi justamente após esses acontecimentos que surgiu a iniciativa de um abaixo assinado que sugere a proibição dessa prática em Caratinga. A ideia partiu da jornalista Fernanda Freitas, após viver um pesadelo em sua casa causado pelos barulhos.

Apesar dessa prática ser apreciada por algumas pessoas, ela pode causar danos irreversíveis aos animais, ao ambiente e às pessoas. Ou seja, além de uma simples comemoração, a soltura de fogos pode ser entendida como uma forma de poluição atmosférica e sonora. No caso dos animais domésticos, o professor e médico veterinário do CASU, Róger Bordone, explica que devido a audição aguçada, eles se assustam e isso pode resultar num acidente. Nos piores casos, alguns podem chegar a morrer.

No caso das pessoas, a preocupação maior é com os bebês, idosos e aqueles que estão acamados. Mas mesmo um indivíduo saudável pode ter alguns transtornos por conta do susto. Além disso, para o médico psiquiatra, Fabrício Batista, é preciso ter uma preocupação ainda maior com as pessoas com autismo, que costumam ser mais sensíveis aos barulhos.

Vale destacar que esses problemas decorrem de um tipo específico de fogos de artifício, que são aqueles exclusivamente sonoros. Ao contrário da queima luminosa vista nas capitais durante o réveillon, esses rojões ou foguetes de tiro, utilizados em Caratinga, apenas produzem barulho. Objeto que já foi proibido em diversas cidades como Juiz de Fora, Belo Horizonte e São Paulo.

Além de todos os transtornos que esses fogos acarretam em uma comunidade, os objetos explosivos ainda podem causar acidentes, seja com quem está soltando ou atingindo alguma pessoa na proximidade. Para se ter uma ideia, entre 2008 e 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) constatou que mais de 5 mil internações hospitalares foram decorrência da prática. Se o risco não basta para inibir os adeptos dos fogos, a empatia com o próximo deveria pesar nessa balança.

Na iminência de novas festividades, é possível adotar algumas medidas para ajudar aqueles que sofrem com os fogos.  Quem quiser aderir a causa, basta assinar o documento que está disponível no Instagram da idealizadora: @fernandafreitasjornalista.
Link: https://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/55839

Assim como várias outras práticas prejudiciais para o convívio em sociedade foram abolidas, os fogos de artifícios também precisam ser repensados. E fica a questão já para esse ano novo: que tipo de 2022 nós queremos iniciar? 



 
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