03/08/2022 às 21h38min - Atualizada em 03/08/2022 às 21h38min

PREFEITURA DE CARATINGA LANÇA CAMPANHA AGOSTO LILÁS CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

 A Lei Maria da Penha foi instituída em 2006 como forma de punir homens que agridem mulheres no Brasil. Além disso, ela coíbe a violência doméstica como um todo. Em alusão à data a prefeitura de Caratinga, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, lançou hoje na cidade a campanha “Agosto Lilás”.
Diversas ações relacionadas ao Agosto Lilás serão realizadas em Caratinga em escolas públicas e privadas. Haverá, também, passeata para conscientizar as pessoas da importância de se combater a violência doméstica. Ações nos distritos de Dom Lara, Santa Luzia e Santa Efigênia, com todos os serviços da Secretária de Desenvolvimento Social e Secretária de Saúde, também estão programadas.
De acordo com Sara Araújo, Secretária de Desenvolvimento Social de Caratinga, a importância da campanha é sensibilizar toda a população a ficar atenta aos comportamentos que acontecem dentro do núcleo familiar e que muitas vezes passam despercebidos. “Os distritos de Dom Lara, Santa Luzia e Santa Efigênia foram escolhidos para o desenvolvimento de uma ação comunitária em função do grande índice de violência doméstica nessas localidades”, revelou Sara.
Estudos realizados no ano passado mostraram que a cada sete horas uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil. Em Caratinga, 41 mulheres vítimas de violência são acompanhadas pelo grupo do Creas semanalmente.
Segundo Dionatan Carlos, psicólogo do Creas, uma das violências sofridas pelas mulheres é psicológica “Esse homem, esse violador do direito da mulher atribui a ela vários adjetivos que não são próprios dessa mulher, ou seja, mina toda a potencialidade dela enquanto mulher, enquanto trabalhadora, cerceia os contatos sociais dela, e isso vai fazendo com que o emocional dessa mulher fique tão fragilizado que ela não enxerga uma saída para essa violência. Mas quando essa mulher encontra grupos de apoio e amizades saudáveis para romper com isso, ela tem mais poder. A função do setor público e da sociedade é fortalecer a função protetiva da mulher”, avaliou.
As vítimas, muitas vezes, têm medo de fazer denúncia, mas Dionatan assegura que elas são protegidas. “É importante citarmos o Disque 100, o Disque Denúncia e o Disque Direitos Humanos como canais de denúncias anônimas. A denúncia não precisa de identificação, mas é importante que os dados sejam concretos, com nome da vítima e do possível agressor. A mulher que tenha alguma dificuldade e dúvida em relação a fazer ou não a denúncia pode procurar uma assistente social ou o setor de psicologia do Cras, alguém que esclareça suas dúvidas”, orientou o psicólogo.


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